Gémeos Maternidade

A insustentável leveza dos meus bebés

Os gémeos fazem hoje uma semana. Continuam nos cuidados intensivos.

Eu tive alta a meio da semana. Fiz o mesmo caminho de saída da maternidade que fiz quando o Gonçalo nasceu, andei com a mesma dificuldade de pós-cesariana e com as mesmas saudades de casa, mas sem os meus filhos. Senti-me roubada, é duro.

Sinto-me culpada de não estar lá sempre, mas sei que em casa tenho o Gonçalo e descanso melhor. Os dias são passados a ir lá, estar com eles, brincar com o Gonçalo e extrair leite.

Os meninos estão bem, evoluem a olhos vistos. Mas ainda não sabem comer e são muito pequenos. É difícil adaptar-nos às novas dimensões de bebés, mas ao mesmo tempo decorre tudo com naturalidade, adoro pegar-lhes.

A UCIN, embora só tenha gente bonita, não é um sítio bonito.

Todos os dias contamos gramas, andamos para trás e para a frente, com calma, sem esperanças de datas.

Mas estamos animados e apaixonados. Todas as minhas dúvidas se dissiparam no momento em que nasceram: não é possível gostar mais de um filho que outro, sou mãe de três, tenho um meu coração fora do corpo espalhado por três pares de mãos pequeninas.

 

 

6 Comments

  • manela

    Ser mãe é isso mesmo. O coração não tem tamanho. Todos cabem! E ser avó também…

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  • Ser mãe é ter o coração a bater fora do peito sim… e o amor de mãe não se divide… multiplica-se exponencialmente… é tão bom!!
    Tudo a correr bem com os pequeninos e mamã!!
    Beijinhos

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  • Marisa

    Queridos país,
    Querida Ana
    Aí a ditadura dos gramas
    Aí o relógio a bater para tirar leite
    Aí acordar de noite a mesma hora que eles estão a comer para não perder o leite precioso
    Todos estes sacrifícios valem
    Um amor maior que a vida
    Força

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    • Ana Sousa Amorim

      Sim, Marisa… Sei bem que sabes como é! É tudo o que descreves. Mas há forças para tudo.
      Beijinhos e obrigada

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