Mas: a bipolaridade da maternidade no mesmo segundo

Uma das maravilhas da maternidade da era moderna é podermos dizer que nem tudo é bonito. Proliferam os blogs de mães que de forma genuína e hilariante descrevem os momentos em que desesperamos. A comunicação social também já fala dos momentos menos bonitos. Até a ficção já espelha este lado. A ronda nos blogs engraçados que sigo oferece-me muitas vezes o mesmo conselho: Posso queixar-me da maternidade sem dizer que amo os meus filhos. Posso amaldiçoar as noites mal dormidas, as birras, o desespero para comer sem lembrar que os adoro e que gosto de ser mãe. Posso deixar de dizer «eu amo-os muito, mas…». Eu sei disso, e defendo-o sempre. Claro que posso só mandar vir. Toda a gente sabe que os amo. E se não souber, e se por um segundo acharem que eu não gosto deles? Qual é o mal? São os outros que acham, não somos nós. Mas, anteontem, quando estava a fazer a cama improvisada onde dormi com o Gonçalo às tantas da noite apercebi-me bem porque é que isto acontece. Já o tinha adormecido 4 vezes ao colo, e 4 vezes o tinha colocado na cama a dormir profundamente e ele acordava e chorava … Continue a ler Mas: a bipolaridade da maternidade no mesmo segundo