Maternidade

Dia da Mãe

Hoje foi um bom domingo. O Porto acordou campeão!

Também comemorámos o dia da mãe, em família.

 

Este foi o meu segundo dia da mãe. Há um ano, comemorava o primeiro, mãe do Gonçalo e crente que nunca viria a amar alguém como a ele. Já estava grávida dos gémeos, mas não sabia. Como também não sabia que sim, era possível amar alguém como se ama o primeiro filho. Hoje tenho três, e eles fazem de mim a melhor mãe do mundo. Não se afrontem com a falta de modéstia, duvido disto todos os dias. Mas pensei: faço o que posso, dou-lhes tudo o que sei e tento aprender a ser melhor todos os dias, porque raio é que não me hei de sentir o melhor que eles podem ter? Cansei da culpa, cansei do drama, cansei! Ser mãe é fixe. Às vezes apetece-me pegar no meu livro e ir à minha vida, mas nunca fui, por isso acho que estamos orientados.

Gonçalo, Leonor e Duarte, a minha prole, os meus amores, a minha vida. Não são tudo, sou muito mais que mãe, mas são a minha melhor parte, a minha obra-prima.

Aqui com a minha mãe, a minha heroína. Muito do que sou, sou da minha mãe (também sou muito pai e tenho também muito das outras pessoas da minha vida). Da minha mãe, entre muitas coisas, herdei os ares, o gosto pelo cinema, pelas línguas e pela tradução. Herdei ou aprendi, que talvez os ares seja a única coisa que herdamos, o resto assimilamos. Gosto da forma desprendida como ela nos educou e, hoje, mãe, reconheço-a em muitas coisas que digo e faço e não consigo evitar rir-me. Adoro a forma como deixa que gozemos com ela, foi com ela que aprendi a brincar comigo antes de brincar com os outros, e isso não tem preço (e dá-nos uma casca grossa difícil de quebrar). A minha mãe é a minha mãe e por isso é a melhor. Lamento muito que a minha mãe não tenha podido ter a mãe a vê-la tornar-se mãe, porque eu adoro ter a minha como assistente neste filme.

Apresento-vos a minha mãe:

Prendas?

No dia do Pai propus ao Pedro instituirmos uma tradição de dia do Pai e dia da Mãe: trocarmos livros (para lermos com eles) e fazermos uma doação a uma instituição que ajudasse crianças, mães e pais que não têm a nossa sorte. É uma tentativa de diminuir o consumismo (de que padecemos muito e para o qual já temos as outras datas, como os nossos aniversários), de incutirmos o prazer de comprar e receber livros e sobretudo de reenquadrarmos os nossos dramas lembrando-nos dos menos afortunados. Ah e claro, também é uma forma de simplificar a nossa vida e não perder tempo a pensar em prendas! 🙂

Recebi este livro delicioso que comprámos na Livraria Faz de Conto

e o Pedro contribuiu em meu nome para a Agência da ONU para os Refugiados (mais especificamente para a crise dos refugiados Rohingya – sabiam que o Bangladesh tem um dos maiores campos de refugiados do mundo e que desde Agosto de 2017 acolheu mais de 671 000 pessoas das quais quase 390 000 são crianças?)

Um brinde a todas as mães e força para todas aquelas para quem a luta para dar o melhor aos filhos é dura!

 

 

 

No Comments Found

Leave a Reply