Maternidade

How long? Forever

Às vezes (não muitas que não sou muito delicodoce, nem aqui nem no dia-a-dia) olho para os meus filhos e penso como são irremediavelmente a melhor coisa da minha vida, a coisa melhor que já fiz. Nada, absolutamente nada que fizer daqui para a frente será tão bom como os meus três. São o meu melhor trabalho e não me terminam, mas quando a melancolia ataca é impossível não pensar que devia poder encapsular este tempo em que a vida não nos incomoda, em que as preocupações se eles vão ser ou não boas pessoas não nos assolam, em que o medo de eles serem bullied ou bullies não entra e em que eles são só perfeitos e eu completo-me só assim sem me lembrar da vida que sou para lá deles.  Esta capacidade de apreciar o que tenho é o melhor que eles me deram: eu, eterna insatisfeita, corredora de sonhos e desapaziguadora de planos perenes, às vezes só quero dizer “não mexe, está perfeito, vamos ficar assim para sempre”.

1 Comment

  • Sandra Neves

    E é bom aproveitar esses momentos… porque depois também existem muitos daqueles em que nos deixam de cabelos em pé, virados do avesso e afins… 🙂

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