Category

Eu faço assim

Eu faço assim Organização

O quarto do Gonçalo

Eu gosto de decoração. Sigo com atenção muitas tendências no Pinterest, gosto de deitar um olho a páginas giras no Insta e gosto de comprar coisas giras. Mas não tenho jeito nenhum, sou um falhanço na execução, parece que em minha casa nada fica giro. Farto-me de tudo num instante e juro que não entendo como é que tantas bloggers por aí têm casas tão giras com coisas tão simples e só cá em casa é que parece tudo parolo.

Antes de o Gonçalo nascer, preparei o quarto dele com o tempo e afinco de mãe de primeira viagem, mas com a falta de orçamento de freelancer em começo de vida. Comprámos um berço, um tapete e um muda fraldas no Ikea (não é muda fraldas, é uma secretaria alta que serve como muda fraldas). Reaproveitei um sofá de família, um abajur antigo que também tinha herdado, estantes do meu quarto em casa dos meus pais e as molduras em que tinha as indicações das mesas no nosso casamento em que coloquei imagens giras tiradas no Pinterest. Comprei tecido e cravei a minha irmã para fazer um cortinado e também a pus a pintar a parede com tinta que tinha sobrado da pintura da parede da sala da anterior casa.

3 Comments
Eu faço assim Organização

Como sobreviver a uma mudança de casa

No mês passado mudámos de casa.  Numa quinta-feira vi um anúncio, na manhã seguinte visitámos a casa, daí a 15 dias estávamos a dormir na nova casa e 15 dias depois tinha tudo arrumado, não tinha uma única caixa por arrumar e tinha todos os quadros e cortinados pendurados. Tudo isto com três bebés. Como? Não faço ideia, mas acho que a minha queda para ser obsessiva-compulsiva ajudou.

A verdade é que não sou novata em mudanças. Esta foi a nossa 6.ª mudança de casa (numa delas mudámos de cidade). Antes de viver com o meu marido já tinha mudado de casa outras tantas. Sou Era meio nómada. Agora é para ficar muito tempo (só de imaginar mudar, tenho vontade de cortar os pulsos).

Embora não pareça, odeio mudar de casa. Irrita-me não saber onde estão as coisas, irrita-me ter a casa de pantanas, irrita-me olhar para todo o lado e sentir que estou a acampar. Irrita-me não ter as coisas prontas, olhar para as coisas por pendurar. Odeio sentir que a casa antiga já não é casa, mas a nova também ainda não o é.

Não consigo compartimentalizar e dedicar-me a outras coisas antes de ter a casa arrumada. E não consigo achar que a casa está arrumada antes de estar TUDO arrumado.

A maneira que arranjei para combater esta sensação é diminuir ao máximo o período de arrumação — na casa antiga tento só começar a arrumar mesmo em cima do dia da mudança e na nova tento arrumar tudo nos dias seguintes. Acho que o segredo é organização.

De mudança para mudança fui aprendendo muita coisa e organizando-me cada vez melhor.

Para quem vai mudar de casa, deixo a minha lista de coisas a fazer numa mudança com alguns conselhos à mistura. Preparem-se, é loooonga:

  • Parece óbvio, mas pode falhar: assim que estiver decidida a mudança, decorar imediatamente a nova morada, código de postal incluído. A morada vai ser requisitada dezenas de vezes, há que não perder tempo a procurar em papéis perdidos na carteira.
  • Decidir o dia de mudança. Também parece óbvio, mas não é assim tão fácil. Há que pensar se um fim-de-semana chega, ou se não será melhor tirar dias de férias para fazer a mudança. Fazer uma mudança de casa num dia da semana tem vantagens: os miúdos têm ocupação (a escola), algumas empresas de mudanças têm preços mais baratos durante a semana, se for numa sexta, tem-se o fim-de-semana para os organizarmos na nova casa. Mas como tudo, também tem desvantagens: quando se tem bebés em casa que ainda não andam na escola é mais difícil de gerir e os amigos e família trabalham e não podem ajudar. Se tiverem ajuda de avós, é de tentar perceber se dá para as crianças dormirem com os avós pelo menos no dia da mudança. Os gémeos dormiram sempre connosco, mas o Gonçalo dormiu em casa da avó no dia anterior ao da mudança e no dia da mudança dormiu em casa dos outros avós. Foi essencial!
  • Procurar empresa de mudanças. Se se optar por uma empresa de mudanças, podem perguntar a amigos, pedir recomendações em grupos de Facebook ou procurar na internet. Numa das mudanças que fizemos enviei pedidos de orçamento para várias empresas e escolhi a que me ofereceu o orçamento inferior. Foram rápidos e eficazes. Posteriormente voltei a recorrer à mesma empresa e já não fiquei tão satisfeita. Desta vez, pedi recomendações de empresas de mudanças num grupo de Facebook de pais de Coimbra e as recomendações foram praticamente unânimes. Conselho: conversem bem com a empresa antes da mudança, esclareçam o preço/hora, o que está ou não incluído, tentem dar uma indicação pormenorizada da quantidade móveis e caixas que tem para levar para não haver surpresas e demorar-se mais do que esperado. As empresas costumam levar um determinado preço por material de empacotamento, peçam para não abusar do mesmo com o simples intuito de cobrar.
  • A maioria das nossas mudanças foi sem empresas de mudanças e apenas com ajuda de amigos. Também é possível e fica muito mais em conta. Se conhecerem alguém com uma carrinha de mudanças, tanto melhor, se não, é possível alugar (há dias vi que a Leroy Merlin tinha um serviço de aluguer de carrinhos por qualquer coisa como 8 € /hora ao que parece é só para transporte de compras feitas na Leroy, peço desculpa pela dica má). A poupança de dinheiro é mesmo grande, mas se pensarmos que não é tão rápido, que dependendo do número de coisas é preciso muita gente e que depois é preciso oferecer algo para agradecer às pessoas que andaram a alombar com a nossa tralha, às vezes é preferível recorrer a profissionais. O trabalho é menor e há outro aspecto importante: as empresas responsabilizam-se por eventuais estragos que ocorram na mudança. Nunca me aconteceu nada grave (de todas as mudanças acho que o cômputo final é um candeeiro partido, um quadro, a cabeceira da cama lascada, e uma cómoda lascada), mas agora que temos mais coisas e coisas melhores demos valor a este pormenor.
  • Fazer uma lista de entidades nas quais é preciso mudar a morada e dividir por categorias de prioridade. A minha é assim:

Muito importante:

– Cartão do cidadão (mudança que afecta Finanças, Cartão de Eleitor e afins).

– Carta de condução

– Empregadores / Clientes (basicamente entidades com as quais estamos contratualmente obrigados a indicar a nova morada de notificação)

Importante

– Subscrições de revistas

– Ordem/Associação profissional

– Seguro de saúde

– Seguros automóvel

– Livretes dos carros

– Bancos

– Centro de saúde

Sem prioridade

– Sites de compras (Continente, Amazon, Ebay, Aliexpress, Fnac, Zara, LaRedoute, etc.)

Relativamente ao cartão de cidadão, fui mudar a minha morada na loja do cidadão e aí informaram-me que poderia fazê-lo em casa gratuitamente através da internet com a Chave Móvel Digital. Confesso que não pesquisei sobre isso porque já lá estava e não me interessava, mas a mudança de morada implica duas idas à loja do cidadão (uma para fazer o pedido, outra para confirmar) e são 2 € o que para 1 nem se nota, para uma família de 5 € já dava para ir ao cinema, por isso fica a dica.

  • Tirar medidas da nova casa para ir decidindo tudo antes da mudança e no dia conseguir dar indicações precisas e não perder tempo a pensar. Passei umas duas horas a tirar medidas a tudo, mas foi bom para ver se determinados móveis cabiam onde imaginava, ver se conseguia aproveitar cortinados, ver se os tapetes cabiam, etc. Ainda assim no próprio dia da mudança pedi ajuda à minha irmã para mudarmos o armário no quarto…
  • Tratar dos utilitários: agendar instalação do serviço de net para o dia da mudança ou para o seguinte para não passar ficar dias sem internet (para nós que trabalhamos em casa é essencial); celebrar contratos de água e luz. Levar sempre as contagens porque pode ser preciso.
  • Ligar o frigorífico e congelador dias antes na nova casa para estar a postos para entrar. Se se utilizar o mesmo frigorífico, ter atenção que existe um período de tempo após o transporte do mesmo em que não se pode ligar por isso é melhor acautelar o local onde se vai guardar a comida.
  • Preparar comida congelada (especialmente sopa para os miúdos) para nos dias da maior confusão ser só aquecer. Guardar contactos de locais de entrega de comida para pedir nas alturas piores.
  • Contar com gastos extraordinários: não é só a empresa de mudança, é preciso contar com as coisinhas pequenas que individualmente consideradas parecem despesas pequenas, mas que quando somamos tudo tornam o mês da mudança num ataque às poupanças. As refeições fora, as despesas com caixas e material de embalamento, as pequenas coisas que se acabam por comprar, pois muitas vezes não dá para aproveitar (lâmpadas, candeeiros, prateleiras, cortinados, varões), etc.
  • Fazer mala para as crianças e para nós como se fossemos de viagem: em todas as outras mudanças não o fiz, no próprio dia da mudança tinha a roupa arrumada, mas desta vez senti necessidade. São três bebés, é muita coisa. Então preparei malas com os essenciais para dois dias e levei-a antecipadamente para a casa nova. Acontecesse o que acontecesse sabia que tinha roupa, lençóis, fraldas, toalhitas e leite enquanto arrumava tudo.
  • Com crianças é obrigatório estabelecer prioridades na mudança. As coisas deles eram as primeiras, especialmente as camas. Ficámos com os móveis todos na casa nova no próprio dia, mas se não tivesse acontecido pelo menos não teríamos tido problemas com as coisas deles porque foram as primeiras a serem montadas.
  • Como entreter crianças enquanto se arruma? No fundo só tive que entreter o Gonçalo, porque os gémeos ainda são muito pequeninos. Pedi-lhe ajuda, dava-lhe coisas e dizia para pôr dentro de caixas. Coisas como revistas, almofadas, etc. Claro que tinha que andar por trás a arrumar, mas foi uma maneira de o manter ocupado. Quando isso falhava, punha-a a ver vídeos no Youtube. Não adoro recorrer a este tipo de táctica, mas desperate times call for desperate measures. Numa mudança é preciso não complicar. Faz-lhe bem estar muito tempo a ver tv ou no telemóvel? Não. É para sempre? Não. É naquela altura em que é difícil orientar tudo, é preciso sermos práticos. Este lema é válido para tudo: refeições, dormir, etc. Nos dias mais difíceis da mudança, com três bebés o meu lema foi sobreviver. Pensei sempre: se for preciso dorme-se na mesma cama, come-se pior e não há livros e brincadeiras didácticas. Quando se retomar a normalidade, compensa-se.
  • Preparem-se para discutir: acho que nem os casais mais calmos e cheios de mindfullness sobrevivem a mudança sem uma picardia. O cansaço, a confusão, a quantidade de merdas coisas que há para arrumar são catalisadores, por isso é melhor mentalizarem-se que vão mandar a vossa alma gémea dar uma volta e receber votos parecidos. É desvalorizar e tentar rir. O meu marido é a pessoa ideal para isto, porque sabe sempre fazer-me rir quando estou a mandar vir com ele. Mesmo quando fica chateado, pouco depois passa-lhe e faz-me rir. Também tenho o meu mérito, porque deixo-o gozar com as minhas exigências, deixo-o imitar-me e dizer que sou perfeccionista. Deixem, não façam finca-pé porque disseram que queriam aquela caixa ali e não ali e não discutam até de manhã porque têm a certeza que avisaram que aquele casaco tinha que ser transportado como se a vida dependesse disso. Não vale a pena.

Dito isto, deixo outro conselho: se sabem que o vosso parceiro/a tem um complicómetro que se liga à mínima coisa, ponderem excluí-lo do processo. Eu já o fiz. Na penúltima mudança, agendei a mudança para uma segunda-feira, mandei o Pedro ir trabalhar e orientei eu tudo. Estava grávida de 5 semanas, já sabia que ele ia passar o dia a dizer «não podes fazer isso», «não, deixa, ai, que ainda partes uma unha» e que ia dizer que tudo não cabe, tudo não serve, tudo se vai partir. Ele é assim, e eu não casei com ele para o mudar porque para missões impossíveis só o Tom. Adaptei-me. Ao final da tarde ele voltou do trabalho para a casa nova e jantámos confortavelmente como se lá morássemos há dias. A minha irmã ajudou-me o dia todo, porque há algumas coisas nas quais blood beats love e nisto ela é muito mais minha alma gémea que ele. Devo dizer que foi a nossa melhor mudança.

  • Antes de começar a arrumar, dar uma volta pela casa e ver o que vai para o lixo. Há sempre coisas para o lixo. No meu caso foram sobretudo caixas de coisas que fomos guardando por causa da garantia que já há muito tinha acabado.
  • Aconselho vivamente a usar um método de identificação das caixas. Pode parecer perda de tempo, mas na verdade poupa imenso tempo. Eu fiz umas folhas com uma tabela básica assim

e colei-as em cada caixa e numerava a caixa, preenchia o local para onde a caixa devia ir e o conteúdo da mesma (não detalhava, limitei-me a identificar a generalidade das coisas, por exemplo serviço de loiça branco, livros, etc.). Depois tinha esta lista geral

onde colocava os mesmos dados relativos à caixa. Esta lista é boa para saber sempre em que número de caixa se vai e para conseguir identificar as coisas rapidamente. Exemplo: a dada altura precisei de facas, fui à lista ver qual era a caixa onde estavam e depois foi só procurar a caixa n.º X e abri-la. É muito simples, é só imprimir bastantes cópias das folhas e andar sempre com as folhas, caixas, caneta e fita-cola atrás. Vai-se arrumando e apontando, não se perde tempo nenhum. A par disto também escrevia o número da caixa nas outras faces das caixas, caso a caixa seja arrumada com a folha para outro lado, o número fica sempre visível.

Este esquema das folhas com identificação e numeração permite uma arrumação muito mais rápida. Quem faz a mudança sabe em que divisão colocar a caixa o que evita encher-se uma divisão de caixas que até podem nem ser daí e depois ter que começar a colocar caixas noutra divisão. Assim, evita-se abrirmos uma caixa na sala com coisas do quarto e andarmos a carregar tudo de um lado para o outro.

As folhas, como se vê, são simples de fazer, mas eu tenho os ficheiros guardados, quem quiser é só pedir que envio.

  • Usar duas canetas com cores diferentes. Todas as caixas que contenham vidro vão com as folhas preenchidas a uma cor e as outras com a outra. Esta indicação é preciosa para quem as carrega saber qual o tratamento que determinada caixa suporta.
  • Usar lençóis, guardanapos, toalhas, e outros têxteis para embalar loiça. São coisas que se têm que transportar e assim vão a apoiar a loiça de forma a evitar que se parta. Também guardei as almofadas do sofá da sala em caixas para acondicionar garrafas, por exemplo.
  • Levar livros em malas de viagem com rodinhas. É preciso cautela nas caixas de livros porque facilmente ficam demasiado pesadas para transportar e podem romper a caixa. A maior parte dos livros fomos nós que transportámos numa mala de viagem grande que temos. Até eu sozinha conseguia. Nalgumas viagens, enchi demasiado a mala e não a conseguia elevar até à mala do carro, mas rapidamente abri, tirei alguns livros, meti na mala e depois quando estacionei na casa nova, voltei a encher. As rodas poupam muitas dores de costas.
  • Transportar roupa nos cabides, assim:
Imagem retirada do google

É eficaz, evita muita arrumação. É certo que quando se desce com a roupa assim não dá para levar mais nada, porque não se pode poisar a roupa assim, mas compensa fazer umas viagens assim porque fica logo tudo despachado.

  • No dia da mudança, andar sempre com as chaves das casas ao peito, penduradas num porta-chaves. Sempre. Se estiver sempre a balançar e incomodar, pôr por dentro da roupa, nunca poisar-só-aqui-enquanto-pego-nisto. Numa das mudanças, ficámos à porta da casa antiga cheios de tralha fechados com as chaves lá dentro. Tivemos que ligar à senhoria e esperar que ela nos fosse abrir a porta… Nem pudemos ir almoçar porque íamos deixar a tralha toda à porta e não pudemos começar a encher o carro porque também tínhamos deixado as chaves do carro lá dentro. Foi giro ficar uma hora à porta de casa sentados no chão. Muito giro.
  • Enquanto mudam, e para evitar levar com a porta do elevador no lombo 15 vezes, podem andar com pedaços de fita-cola grossa colada na roupa e colá-la à volta do sensor do elevador. Dobrem uma das pontas para ser só puxar e arrancar.
  • Furos: os finalmentes. Uns dias depois da mudança, agendei com o senhor que nos faz os trabalhos manuais cá em casa um dia e pendurei tudo o que queria: cortinados, candeeiros, estantes, estendal, varões, televisão, tudo! Fiz uma lista (não estavam à espera, pois não?) e ficou tudo.

 

Atenção que eu sei que nem toda a gente é como eu, mas para quem gosta de ter tudo arrumado rapidamente, e que gosta de organização em tudo, acho que pode ser útil. Eu vi muitos artigos no Pinterest sobre mudanças e tirei de lá ideias fantásticas (muitas das que aqui mencionei são adaptações de coisas que lá vi).

Boas mudanças!

2 Comments
Eu faço assim Maternidade Organização

All my bags are packed, I’m ready to go — Mala da maternidade

Esta semana terminei a tarefa «Mala da Maternidade». Na gravidez do Gonçalo fui muito mais despreocupada, fiz a mala da maternidade às 34 semanas, como recomendado, e não pensei muito nisso. Não levei muita coisa e fiz tudo de uma vez.

Desta vez, não sei bem porquê, comecei bastante cedo a preocupar-me com isso. Na consulta das 29 semanas disseram-me para ter a mala pronta porque, como são gémeos, é melhor preparar tudo cedo. Eu não tinha nada minimamente orientado e andei semanas a dizer «tenho que fazer» sem de facto fazer nada. Ia pondo umas coisas de lado, mas não me organizei muito bem. Esta semana, peguei finalmente na lista, fiz a minha (eu faço listas de praticamente tudo) e arrumei as coisas.

Como na gravidez do Gonçalo, e porque gostei muito do atendimento e adoro a minha obstetra, estou a ser seguida na Maternidade Bissaya Barreto, em Coimbra.

Esta é a lista oficial da maternidade:

Do Gonçalo não levei a coisa completamente à risca porque achei que não fazia sentido tanta roupa para os 40° de Agosto que se faziam sentir.

Seguindo conselhos de amigas, levei outras coisas que não estavam na lista. Também levei coisas da lista que senti que foram a mais, e houve coisas que me fizeram falta. Para preparar a mala para agora, aproveitei esta experiência, e adaptei a lista de acordo com o que eu achava que fazia sentido.

SACO PEQUENO

1 trouxa por cada bebé

  • 2 fraldas descartáveis
  • 1 fralda de pano
  • 1 body interior de mangas compridas
  • Meias interiores
  • Fato exterior
  • Botas
  • Gorro
  • Manta

Para mim

  • 1 robe
  • Camisa de dormir própria de amamentação
  • Camisa de dormir estilo camisa
  • Chinelos de quarto
  • Chinelos de banho
  • 2 fraldas (para o parto do Gonçalo, segui o conselho sábio de uma amiga e levei fraldas de incontinência e, ao contrário do que muita gente diz, deram-me muito jeito, achei muito mais prático do que utilizar cuecas descartáveis e pensos, as próprias enfermeiras e auxiliares disseram-me que fiz bem)
  • 2 cuecas (se por algum motivo não puderem aplicar as fraldas, levo cuecas enormes e para deitar fora se for preciso)
  • Nécessaire pequeno com o básico
    • Escova de dentes
    • Pasta de dentes pequena
    • Pente
    • Ganchos
    • Puxo
    • Báton de cieiro
    • Fita cabelo
    • Água micelar
    • Discos de algodão
    • Desodorizante
    • Creme cara
  • Saco roupa suja (para mandar logo embora a roupa com que entro, quando fiquei internada vesti a camisa de dormir e mandei logo a minha roupa com o Pedro para casa para ficar com menos tralha)
  • Óculos de ver (no do Gonçalo levei lentes, acabei por tirá-las à pressa minutos antes de entrar para a cesariana e depois esqueci-me de pedir para me levarem os óculos. Não é que me tenham feito imensa falta, mas ajuda-me para não ter dores de cabeça e como tenho uns a mais que uso mais só para estar na cama, guardei esses na mala)

MALA GRANDE

Para cada bebé

  • 3 trouxas, cada uma com
    • 1 body interior
    • 1 par de collants/ceroulas
    • 1 babygrow ou fato exterior
  • 1 toalha de banho
  • 1 manta
  • 1 fralda de pano

Para os bebés

  • 1 pacote de fraldas (acho que vou precisar de mais, mas depois levam-me)
  • Toalhitas
  • Gel de banho, creme hidratante, creme muda fraldas (só usei o gel de banho com o Gonçalo, mas acho que não faz mal levar, pode ser necessário)
  • Escova cabelo e corta-unhas
  • Chupetas (não sei se vou usar, não sei se eles vão gostar, o Gonçalo nos primeiros meses não aceitava, mas prefiro levar do que não ter. Tenho consciência que pode pôr em causa a amamentação, por isso vou gerir isso como puder)

Para mim

  • 1 pijama
  • 1 leggings de grávida + 1 camisola (não quero andar sempre de pijama, e assim tenho o conforto do pijama sem estar efectivamente de pijama)
  • 2 tops de amamentação (usei muito do Gonçalo e acho que vão ser úteis para vestir por baixo do pijama)
  • 6 cuecas
  • 4 fraldas
  • 2 soutiens de amamentação
  • Bloco de notas e caneta (caso fique sem bateria no telemóvel, para mandar listas de coisas de que preciso ao Pedro ou à minha irmã)
  • Nécessaire grande
    • Escova
    • Secador (não levei do Gonçalo, mas não era Inverno, agora acho que me dará jeito secar o cabelo)
    • Shampoo seco
    • Shampoo e amaciador
    • Gel de banho pequeno
    • Puff de banho (o meu primeiro banho depois da cesariana foi um banho de gato, com um pano manhoso, desta vez não me enganam e levo um puff para ser mais agradável)
    • Lima e corta-unhas (parti uma unha na Maternidade e tive que pedir à minha mãe para me levar uma lima que tinha aquela sensação irritante de prender a unha a tudo. Na verdade, na altura não me lembrei que tinha o kit de higiene do Gonçalo comigo que me podia safar, mas agora mais vale levar do que estar a usar o dos meninos)
    • Discos amamentação (do Gonçalo não estive tempo suficiente para chegar à altura da subida do leite, mas agora prefiro contar com isso e ir artilhada destas coisas que tanto jeito dão)
    • Conchas
    • Purelan
    • Mamilos silicone (usei no Gonçalo para dar de mamar nos primeiros 3 meses, não faço questão de usar, mas se for necessário como foi quero já ter e não ter que estar à espera que o Pedro vá comprar, como aconteceu)
    • Saco roupa suja

Deixar pronto em casa para me levarem no dia em que tivermos alta

  • Calcas de ganga de grávida (sim, agora já sei a verdade, não me enganam, a barriga continua por uns dias, só fica é mole. Além disso, a cicatriz da cesariana, para mim, não permite grandes apertos nos primeiros dias)
  • Camisola
  • Top de amamentação
  • Soutien amamentação
  • Cuecas
  • Meias
  • Botas
  • Casaco de fora

Deixar orientado em casa para me levarem se for necessário

  • 2 trouxas para cada bebé
  • Top de amamentação
  • Soutien de amamentação
  • Robe
  • Pijama

 

É importante não esquecer de identificar as malas. Eu não identifiquei bem a mochila que levei para a sala de partos e lembro-me vagamente de «levar nas orelhas».

Do Gonçalo levei uma simples mochila para a sala de partos (a mochila que é o saco de bebé dele) e uma mala pequena como mala de internamento. Tentei repetir a proeza agora e fui obrigada a tirar a tralha toda lá de dentro e pôr tudo em malas maiores para poder fechar (acho que me esqueci que além de agora ser Inverno, terei dois bebés).

Para as primeiras trouxas usei uns sacos de plástico transparentes que traziam uns biberões que me ofereçam na loja onde comprei o carrinho dos gémeos. Para as restantes trouxas usei sacos de congelação daqueles mesmo de zip.

Não acho verdadeiramente que haja alguma coisa que seja diferente nesta tarefa por serem gémeos. Aumenta um pouco as coisas que há a levar, porque são dois bebés, mas para mim usei exactamente a mesma lógica, só diferindo o que facto de ser Inverno.  Espero não estar errada, mas de qualquer forma, se precisar de algo o meu marido ou a minha irmã levam-me em três tempos.

Do Gonçalo deixei a minha roupa para levar para eu vestir para a saída dentro de um saco que dizia «LEVAR QUANDO TIVERMOS ALTA» e enviei um email dias antes ao Pedro com instruções do que fazer no dia em que nos fosse buscar: a) colocar a base de isofix no carro seguindo o vídeo da instalação, b) levar ovo, c) levar o saco que diz LEVAR QUANDO TIVERMOS ALTA.

Não obstante, ele esteve 20 minutos a montar a base porque não seguiu o vídeo, levou o ovo, mas nem viu o saco. Disse-me «não li bem o email» o que traduzido de maridês para mulherês é «não faço ideia de que email falas». Desta vez vou deixar tudo indicado à minha irmã, porque acho que é mais seguro. O recado dele dirá: Pergunta à João. Adoro-te, mas não és muito bom a seguir indicações. 🙂

No Comments