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Gémeos Irmãos Maternidade

Carnaval

Eu adoro o Carnaval porque gosto imenso de me mascarar. Sempre gostei. O ano passado mascarei o Gonçalo de Batman.

(vesti-lhe um body lindo que nos ofereceram)

 

Este ano encomendei máscaras para os três, mas não chegaram a tempo…

Na sexta os amigos que têm filhos estavam todos a mostrar as máscaras das crias e eu triste por ainda não ter as deles. Então vi uma blogger qualquer a partilhar a imagem do filho mascarado de um jogador do Bayern, e lembrei-me imediatamente que o Gonçalo tem um equipamento da selecção… Daí a um segundo tinha o circo montado: Cristiano Ronaldo e os seus gémeos!

Foi uma risota, até fui buscar a bola, estava mesmo divertida e o Gonçalo a adorar a minha excitação.

 

O momento serviu para o Gonçalo mostrar o quarto dele aos manos, ainda não tinha levado os gémeos para a cama dele… Encheu-os de mimos, como irmão mais velho que é. É adorável ver a interacção dele com os irmãos!

Hoje já não há máscaras… Quando forem mais crescidos vou adorar passear com eles neste dia e não vou resistir a mascarar-me também.

 

Bom Carnaval!

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Irmãos Maternidade

Irmão mais velho

Quando descobrimos que íamos passar a ser cinco, o Gonçalo tinha 9 meses acabados de fazer (a foto foi tirada por essa altura).

Passei dias a abraçá-lo, a apertá-lo e a pedir-lhe desculpa.

Eu sei que ter irmãos é a melhor prenda que lhe posso dar. Eu tenho 4 anos de diferença da minha irmã e, com sinceridade, também não me lembro de ser filha única, todas as minhas memórias de infância a incluem. De facto, a minha memória mais antiga até é capaz de ser a do dia em que ela nasceu.

No entanto, isso não impede que parte de mim tenha pena de não lhe poder dedicar durante mais tempo esta atenção infinita que se pode dedicar a um primeiro filho.

Por outro lado, os segundos filhos nunca chegam a ser filhos únicos, e os gémeos também não, por isso ele já teve a sorte de o ser (e mais ainda, é neto único de ambos os lados).

No entanto, angustiou-me imaginar-me dividida no tempo que dedico a cada um. Custou-me saber que, numa altura em que ele ainda é tão pequenino e precisa tanto de mim, vou estar embrenhada no desafio de ter dois recém-nascidos.

Também fiquei triste porque, por ser uma gravidez de risco — condicionante de serem gémeos e de ter uma cesariana tão recente — teria que ter bastantes cuidados que se traduziriam (como traduziram) em não cuidar dele sozinha e temi que isso afectasse a nossa relação.

Demorei a habituar-me à ideia e a não dar importância aos momentos que deixámos de estar só os dois, ao afastamento lento dele de mim. Fruto da minha incapacidade física, ele tornou-se menos dependente de mim e — eu que me tinha queixado tanto que ele não me largava — sofri um pouco com isso.

Porém, acabei por ficar em paz com tudo isto. Os miúdos são resilientes e habituam-se a novas dinâmicas com facilidade. Acresce que, o Gonçalo é um sortudo pois tem uma relação muito próxima com os avós e com a tia, que vão ajudar a minimizar o impacto dos irmãos. E estimo que eles sejam amigos como eu e a minha irmã somos, pelo que não há mesmo melhor coisa que lhe possa dar do que os irmãos, os seus companheiros para a vida.

Além disso, também já me foram dizendo que, por vezes, quando a diferença de idades é maior, mais os miúdos sofrem. Soube de histórias verdadeiramente difíceis de miúdos que tiveram que ser acompanhados no psicólogo ou de miúdos que começaram a ter insucesso escolar quando se tornaram irmãos mais velhos, especialmente de gémeos.

Deixar de ser filho único é um desafio sempre, e deixar de ser filho único logo para dois mais será, mas o facto de terem pouca diferença — embora seja um factor multiplicador do nosso cansaço porque o Gonçalo ainda é completamente dependente — pode ajudar a minimizar as dificuldades.

Eu  sei que tenho espaço para todos: o amor de mãe não se divide, multiplica-se. Não preciso de os ter cá fora para o saber.

Por aí, alguém com esta experiência de pouca diferença entre bebés? Como foram recebidos os mais novos pela prole mais velha?

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