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Love is all you need

Love is all you need Tudo e Nada

Depois dos três, os trinta

Eis que chegaram os trinta. De mansinho, com anúncios suaves nas cruzes, chegaram para ficar. Gosto de números redondos, ligo a estas datas porque gosto sempre de parar e pensar como foi o ano e o que quero para o seguinte. Ficaram algumas coisas por fazer (tinha prometido entregar a dissertação do Mestrado em Tradução até aos 30, mas com tanta criança foi impossível) e fiz mais do que alguma vez imaginei. Apesar de gostar de traçar objectivos, sei que são flexíveis, moldáveis, que a vida tem vida própria e não me preocupo quando a minha vida não tem nada que ver com o que eu achava que ia ser há dez anos.

 

Gosto de fazer anos e de comemorar por isso fiz questão de comemorar. Na verdade, ansiava por uma saída à noite com jantar à maneira com amigos porque além de não ser frequente nos dias de hoje, nos últimos três anos as comemorações foram sempre moderadas: no meu aniversário há três anos estava grávida (de um bebé que acabei por perder), há dois anos estava grávida do Gonçalo, e há um ano grávida dos gémeos (embora ainda não soubesse que eram dois).

 

No dia do aniversário, estive em família e depois fui passar a noite à Quinta das Lágrimas, a gozar uma prenda fabulosa que me ofereceram.

 

Recebi imensas coisas que amei, família e amigos mimaram-me até mais não.

 

A minha irmã começou o dia por fazer uma surpresa maravilhosa: preparou o pequeno-almoço. Acordei e era este o cenário cá em casa:

O Gonçalo delirou. Ovos mexidos de manhã? Uepa!

 

 

No sábado fomos jantar ao Sapientia Boutique Hotel e depois fomos à famosa festa Revenge of the 90’s. Foi uma noite gira, gostei mesmo muito.

O bolo? Como sempre a minha irmã superou-se e fez esta obra de arte que além de bonito estava delicioso:

 

Obrigada a todos que tornaram o meu aniversário tão bom e que durantes estes trinta anos estiveram sempre ao meu lado. Tenho muitos planos para os próximos trinta.

Para responder às várias pessoas que brincando me perguntaram se planeava ter quatro antes dos quarenta: não. Filhos ficamos por aqui. Mas tenho muito que fazer e o desafio enorme de os ver e fazer crescer.

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Love is all you need Tudo e Nada

01.06

Hoje fazemos 5 anos de casados e 11 de namoro. A semana passada falámos em divórcio. Já viste, tínhamos guarda partilhada, tu uma semana, eu outra! Sim, passávamos uma semana de cão com eles sozinhos, mas depois a outra… Ver séries à noite, filmes, ir ao cinema… Mas depois as nossas séries, tinha que ver sem ti? E jantar, pedia pizza para um? Falámos de divórcio mas esquecemo-nos que tínhamos que estar separados. Separados não, sempre juntos.

Passar da sintonia de 2 a pais de 3 em 2 anos, não é fácil. Precisamos de férias. Deles, não um do outro. Não imaginava fazer isto tudo sozinha, nem com outra pessoa. Nós, sempre juntos. Não sou a miúda com quem começou a namorar, nem a mulher com quem casou. Às vezes sou só cansaço, sou só sono. E refilo, e respondo mal, e queixo-me, mas estamos sempre juntos, ele sempre ao meu lado, nunca contra mim.

Desde que fomos passar o fim-de-semana fora que não dormimos uma noite inteira juntos. Umas horas com os gémeos, um vai ao Gonçalo, o outro aos gémeos, e ora troca, e agora tu, agora deixa vou lá eu, e passam-se dias e semanas em que falamos de uma divisão para a outra e comentamos coisas com trinta interrupções. Mas ele abraça-me quando nos encontramos na cama e faz-me ter ataques de riso quando preparamos os biberões do gémeos à noite. Costumam elogiar-me o sentido de humor para lidar com este caos, mas não sabem que isso é uma cena nossa. Antes de ser um blogue, é uma conversa de whatsapp em que mandamos vir com a vida e nos rimos das nossas tretas ou simplesmente provocamos uma oportunidade de pôr aquele GIF. Não há dia nenhum desde que estamos juntos em que não me tenha feito rir, mesmo os em que me fez chorar, quase sempre me fez rir, até as nossas discussões têm piadas. Há piadas só nossas porque só nós as percebemos e outras que são só nossas porque se forem do mundo temos a CPCJ amanhã de manhã à porta.

Há 11 anos, quando o conheci na queima das fitas, levava o grão na asa e arrastei-a para ele, mas não fazia ideia de que ele seria o pai dos meus três filhos. Tão-pouco agora sei se daqui a outros 11 estaremos juntos. Ninguém sabe. Mas suspeito que sim. Sempre juntos.

O ano passado fizemos 10 anos de namoro. Fiz-lhe uma surpresa que envolveu andar pela cidade a apanhar cartas que lhe escrevi e deixei em locais que nos faziam sentido. Ele disse-me que achava que última ia terminar com «e agora vamos ser quatro». Eu ri-me e disse-lhe que no dia seguinte compraríamos um teste de gravidez para ele parar de dizer que eu estava grávida. Tinha-lhe escrito «ainda agora começámos», mas não fazia ideia de que sim estava grávida e que o teste que comprámos foi das poucas vezes que não tinha razão. Não sabia que íamos ser mais, nem sabia que nunca chegaríamos a ser quatro, que 5 era afinal o nosso número. Hoje fazemos 5 anos de casados. Venham mais 5, a 5, mas sempre a dois, juntos. Ainda agora começámos.

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