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Séries

Séries

Eu até tenho tempo livre e vejo séries

Adoro séries, há anos que vejo um monte delas. Uma das coisas que vou tentando é ver uns episódios enquanto trato deles… Estou meio distraída, vou fazendo coisas, mas dá.

À noite, depois de pormos todos na cama, tentamos ver um episódio de algo. Antigamente com a noite era só para nós e não a tínhamos que dividir com putos, víamos vários episódios, hoje as noites só dão para um episódio, mas aproveitamos bem esse momento. E somos muito muito cumpridores nas séries que vemos em casal: não podemos trair, só podemos ver juntos. A única vez que me lembro de trair foi na maternidade quando fiquei internada horas antes dos gémeos nascerem a achar que eles só nasceriam daí a dias, em que pedi ao Pedro para me deixar ver um episódio de The Punisher e, bom, vi 20 minutos  e depois entrei em trabalho de parto…

La casa de papel

Vimos nós e o mundo inteiro.

Acho que é uma das sensações de 2018. A série é espanhola e retrata um assalto inteligente e audacioso à Fábrica de Moeda e Timbre de Espanha.

Ficámos com o último episódio pendente enquanto a Leonor esteve internada. Quando voltámos para casa estávamos de rastos mas fizemos o esforço para o ver para terminar a série. Confesso que fiquei um pouco desiludida com o final, gostava de ter sabido mais coisas. No dia seguinte, foi anunciada a 3.ª temporada. Se por um lado gostei porque assim pode ser que respondam ao que quero, por outro acho que é esticar demais e tornar um pouco telenovela (que na verdade já foi um pouco). Ainda assim, aconselho a quem não viu porque é muito gira.

Adorei a señorita Nairobi 💓

 

The good fight

The Good Fight é o spin off da The Good Wife (que vi religiosamente e adorei). The Good Fight herdou algumas personagens da série mãe e focou-se mais nas histórias de cada episódio do que na história geral da série. A segunda temporada está ainda mais interessante que a primeira. Acompanha a vida de uma sociedade de advogados de Chicago e tem sempre histórias muito actuais e inteligentes. Esta temporada está muito focada numa crítica ao Trump, com muito humor e muita perspicácia. Estou fã.

 

The letdown (maternidade e desapontamento)

A minha Netflix sugeriu-me isto há uma semana e já voaram todos. A premissa é básica: acompanhar a vida de Audrey, uma recém-mamã que lida com todas as frustrações e desesperos típicos do pós-parto.  Às vezes é demasiado realista para quem está de licença de maternidade…. Há cenas que se passaram cá em casa de forma praticamente igual. É divertida e sabe bem ver uma séria sem filtros hollywoodescos.

De resto, adoro especiais de comédia (na Netflix está O meu próximo Convidado Dispensa Apresentações do Letterman, por exemplo, mas também há outros bons) e Late Shows norte-americanos (Seth Meyers, John Oliver e Stephen Coldbert) que ponho a dar no YouTube sempre que tenho um tempinho livre ou estou ocupada nas lides domésticas.

Agora vou começar a ver The Handmaid’s Tale da qual já me falaram muito bem e a 2.ª temporada de 13 Reasons Why que estreia 18 de Maio na Netflix. O que me aconselham mais?

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Séries Tudo e Nada

This is us

Ontem foi noite de This is Us. Já perdi a conta às vezes que me disseram que devia ver This is Us porque é sobre trigémeos que não são bem trigémeos, como os meus vão ser — até na maternidade!

Já via This is Us, apaixonei-me pelo melodrama americano assim que estreou na Fox Life. Acho que o primeiro episódio está magistralmente construído e agarra-nos ainda que nunca mais consiga ter a qualidade da estreia. Penso que a segunda temporada está mais fraca, mas continuo a gostar muito, continuo a acompanhar e a emocionar-me em praticamente todos os episódios. Sobretudo, continuo levemente apaixonada pelo Jack.

Das coisas de que mais gosto na série é que não é tudo perfeito. A relação dos protagonistas não é sempre boa, tem os seus problemas, mas resolvem-nos mais como na vida real e menos como é habitual na ficção. Gosto das fragilidades do Jack quase tanto como das suas características de Mr. Right, acho que o tornam realista.

A própria relação dos irmãos entre si ou de cada um deles com cada progenitor tem problemas graves, divergências profundas, mas no fundo são sempre família e estão lá para o que interessa.

Não são perfeitos, como na vida real. No mundo fora da televisão, não há famílias perfeitas, não há famílias sem discussões. Não há relações entre pais e filhos imaculadas, mesmo as que são muito boas têm momentos de desespero.

Eu sei que não terei a relação perfeita com os meus filhos. No entanto, esforçar-me-ei para que, mesmo no meio de discussões, mesmo em tempos de crise, e mesmo quando os nossos feitios chocarem, eles saibam sempre que o meu amor por eles não tem fim.

Em relação a aconselharem-me a ver… ora, acompanhar a história de uma mulher, mãe de três filhos, que, relativamente cedo, fica viúva… é para ficar ainda mais em pânico?  🙂

Quem não vê (ainda há alguém?), veja!

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