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Séries

Séries Tudo e Nada

This is me

Há dias perguntavam-me como é que eu tinha tempo para ver séries. No fundo, não tenho. Ontem, às 9h30 adormeci o último bebé acordado e estava livre. Trabalhei quase uma hora, às 22h20 estava toda lampeira no sofá pronta ver o regresso de This is Us quando descubro que os cabrões da Fox Life trocaram o prime time para as 23h10. Ora, era óbvio que devia pegar neste corpinho admoestado por semanas de privação de sono e atirar com ele na cama, mas liguei de novo o computador, continuei a trabalhar com a desculpa que compensava de manhã e dormia um pouco mais como se eu tivesse licença dos meus filhos para dormir até tarde. A Leonor, depois de ter feito uma noite de pausa no seu mestrado em «aterrorizar as noites dos meus pais», pediu desculpa por vacilar e dormir uma noite de doze horas. «Não se preocupem, não volta a acontecer». Quando terminei a série, corri para a cama, deitei-me e estava no parlapié com o Pedro a dizer que sim senhora, adoro a série, sim senhora há coisas que já não são o mesmo, mas sim senhora aquilo é tv de qualidade, quando a Leonor diz «queres ver o que é tv de qualidade, mãe?» Esgar. Chucha. Esgar. Chucha. Choro. Chucha. Trago-a? Leite? Gritos. Gritos. Ok, porra, trá-la antes que ela acorde os irmãos. Grande merda, devia ter vindo para a cama quando pude. A série não é assim tão boa. Disse para o Pedro: «Olha vai para o sofá da sala, isto vai ser difícil e tu precisas de descansar». Muito embalo, passeio e transferências para a cama sem sucesso depois, ponderei se não estaria com a fralda suja e eis que descobri que estava cheia de chichi no body (não perceptível debaixo das calças e collants). Ai filha, desculpa, a mãe troca-te já a roupa. O Pedro volta da sala porque a bem dizer também não se consegue adormecer quando existe alguém a gritar como no Psycho e trocamos a fralda debaixo de várias ordens de desespero um para o outro. Terminamos a operação e agora ela está tão possuída pelo demo que urge dar-lhe um biberão para acalmar a franga. A menina malha os seus 210 ml de leite por entre tosses e ranhos e no fim aceita finalmente ficar na cama ao lado da nossa sem chorar, a ver TV. Pedro vai para a sala, eu tento dormir com a luz da TV, ela que adormeça quando lhe apetecer. Antes de adormecer só penso «não sei como é que os irmãos não acordaram com o chavacal que ela montou». AI CARALHO, PORQUE É QUE PENSAS ESSAS COISAS, ANA, PORQUÊ? Aproximadamente dois segundos depois recebi uma SMS do Duarte a dizer «lol, mãe, lol» e por SMS quero obviamente dizer através de gritos histéricos de quem não come há três horas, mas sente que passaram 20. E depois de lhe dar o biberão que constatámos, adivinhem lá? Que o puto também estava molhado! Ora, mais uma troca/tortura básica capaz de acordar a terra, lá adormeceu. Não trocámos nem uma palavra, ele voltou para o sofá, nem ousei sequer pensar no mais velho e no estado semi-comatoso em que é preciso uma pessoa estar para não acordar com aquele nível de putedo, porque já acredito em tudo e acho que os meus filhos me lêem os pensamentos. Deitei-me eram quase duas da manhã e desmaiei. Pouco depois, meio a dormir desliguei a TV pois a miúda já tinha adormecido também. Passei a noite a acordar para lhe pôr a chucha. Conclusão: this is me, até vejo séries, mas claramente não devia.

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Séries

Eu até tenho tempo livre e vejo séries

Adoro séries, há anos que vejo um monte delas. Uma das coisas que vou tentando é ver uns episódios enquanto trato deles… Estou meio distraída, vou fazendo coisas, mas dá.

À noite, depois de pormos todos na cama, tentamos ver um episódio de algo. Antigamente com a noite era só para nós e não a tínhamos que dividir com putos, víamos vários episódios, hoje as noites só dão para um episódio, mas aproveitamos bem esse momento. E somos muito muito cumpridores nas séries que vemos em casal: não podemos trair, só podemos ver juntos. A única vez que me lembro de trair foi na maternidade quando fiquei internada horas antes dos gémeos nascerem a achar que eles só nasceriam daí a dias, em que pedi ao Pedro para me deixar ver um episódio de The Punisher e, bom, vi 20 minutos  e depois entrei em trabalho de parto…

La casa de papel

Vimos nós e o mundo inteiro.

Acho que é uma das sensações de 2018. A série é espanhola e retrata um assalto inteligente e audacioso à Fábrica de Moeda e Timbre de Espanha.

Ficámos com o último episódio pendente enquanto a Leonor esteve internada. Quando voltámos para casa estávamos de rastos mas fizemos o esforço para o ver para terminar a série. Confesso que fiquei um pouco desiludida com o final, gostava de ter sabido mais coisas. No dia seguinte, foi anunciada a 3.ª temporada. Se por um lado gostei porque assim pode ser que respondam ao que quero, por outro acho que é esticar demais e tornar um pouco telenovela (que na verdade já foi um pouco). Ainda assim, aconselho a quem não viu porque é muito gira.

Adorei a señorita Nairobi 💓

 

The good fight

The Good Fight é o spin off da The Good Wife (que vi religiosamente e adorei). The Good Fight herdou algumas personagens da série mãe e focou-se mais nas histórias de cada episódio do que na história geral da série. A segunda temporada está ainda mais interessante que a primeira. Acompanha a vida de uma sociedade de advogados de Chicago e tem sempre histórias muito actuais e inteligentes. Esta temporada está muito focada numa crítica ao Trump, com muito humor e muita perspicácia. Estou fã.

 

The letdown (maternidade e desapontamento)

A minha Netflix sugeriu-me isto há uma semana e já voaram todos. A premissa é básica: acompanhar a vida de Audrey, uma recém-mamã que lida com todas as frustrações e desesperos típicos do pós-parto.  Às vezes é demasiado realista para quem está de licença de maternidade…. Há cenas que se passaram cá em casa de forma praticamente igual. É divertida e sabe bem ver uma séria sem filtros hollywoodescos.

De resto, adoro especiais de comédia (na Netflix está O meu próximo Convidado Dispensa Apresentações do Letterman, por exemplo, mas também há outros bons) e Late Shows norte-americanos (Seth Meyers, John Oliver e Stephen Coldbert) que ponho a dar no YouTube sempre que tenho um tempinho livre ou estou ocupada nas lides domésticas.

Agora vou começar a ver The Handmaid’s Tale da qual já me falaram muito bem e a 2.ª temporada de 13 Reasons Why que estreia 18 de Maio na Netflix. O que me aconselham mais?

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Séries Tudo e Nada

This is us

Ontem foi noite de This is Us. Já perdi a conta às vezes que me disseram que devia ver This is Us porque é sobre trigémeos que não são bem trigémeos, como os meus vão ser — até na maternidade!

Já via This is Us, apaixonei-me pelo melodrama americano assim que estreou na Fox Life. Acho que o primeiro episódio está magistralmente construído e agarra-nos ainda que nunca mais consiga ter a qualidade da estreia. Penso que a segunda temporada está mais fraca, mas continuo a gostar muito, continuo a acompanhar e a emocionar-me em praticamente todos os episódios. Sobretudo, continuo levemente apaixonada pelo Jack.

Das coisas de que mais gosto na série é que não é tudo perfeito. A relação dos protagonistas não é sempre boa, tem os seus problemas, mas resolvem-nos mais como na vida real e menos como é habitual na ficção. Gosto das fragilidades do Jack quase tanto como das suas características de Mr. Right, acho que o tornam realista.

A própria relação dos irmãos entre si ou de cada um deles com cada progenitor tem problemas graves, divergências profundas, mas no fundo são sempre família e estão lá para o que interessa.

Não são perfeitos, como na vida real. No mundo fora da televisão, não há famílias perfeitas, não há famílias sem discussões. Não há relações entre pais e filhos imaculadas, mesmo as que são muito boas têm momentos de desespero.

Eu sei que não terei a relação perfeita com os meus filhos. No entanto, esforçar-me-ei para que, mesmo no meio de discussões, mesmo em tempos de crise, e mesmo quando os nossos feitios chocarem, eles saibam sempre que o meu amor por eles não tem fim.

Em relação a aconselharem-me a ver… ora, acompanhar a história de uma mulher, mãe de três filhos, que, relativamente cedo, fica viúva… é para ficar ainda mais em pânico?  🙂

Quem não vê (ainda há alguém?), veja!

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