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Tudo e Nada

Gémeos Organização Tudo e Nada

Truques que aprendemos com os gémeos

Toda a gente presume que por já se ter filho se sabe tudo, especialmente no nosso caso em que o primeiro filho ainda é bebé. Na verdade há coisas que temos que reaprender e outras que nunca soubemos. No nosso caso, em que o segundo filho são dois, há imensos truques que vamos aprendendo. Na própria UCIN aprendemos muitas coisas. E como os gémeos não mamam, e o Gonçalo mamou até aos seis meses, há imensas coisas sobre a logística dos biberões que vamos aprendendo.

  • Trocar a fralda antes do biberão e não depois. Ao Gonçalo trocámos a fralda sempre a seguir a mamar — nem sei bem porquê — e ele bolçava sempre imenso. Ao trocar antes evitamos as movimentações da muda de fralda e também podemos aproveitar a moleza pós-refeição para os colocar de novo na cama.
  • Colocar uma fralda de pano esticada na cama na zona da cabeça. Caso bolçem é só trocar e evitamos trocar os lençóis sempre que acontece. Esta é tão óbvia que me sinto mesmo mesmo burra de não me ter lembrado quando foi do Gonçalo.
  • À saída do banho, secá-los com um lençol ou com uma fralda de pano e não com uma toalha. Os lençóis e as fraldas de pano aquecem-se mais facilmente e aconchegam bebés tão pequeninos mais facilmente que as toalhas que são enormes (tenho a leve sensação de terem indicado assim nas aulas de preparação para o parto, mas não pusemos em prática com o Gonçalo não sei porquê).
  • Usar compressas para colocar por dentro da roupa quando bolçem e molhem a roupa exterior para impedir que o body interior se molhe. Se o exterior não tiver ficado muito molhado, assim conseguimos impedir que se molhe o interior e que tenhamos que trocar a roupa numa altura em que pode levá-los a bolçar ainda mais.
  • Fazer os biberões de leite para noite toda e colocá-los no frigorífico (tanto quando são biberões de leite adaptado como quando são biberões de leite materno, ficam já feitos, depois é só aquecer).
  • Aquecer os biberões de molho em água quente num recipiente. Saem directamente do frigorífico para o recipiente. Não há cá aquecedores de biberões, nem aquecer debaixo de água a correr, esta é a forma mais rápida. Coloca-se água a ferver num recipiente (nós usamos uma forma de bolos pequena) e fica a aquecer enquanto se troca a fralda).

E as que já sabíamos, mas voltámos a aplicar e têm sido fundamentais:

  • À noite, levar tudo para o quarto para evitar sair do quarto: fraldas, resguardo e toalhitas para caso seja necessário mudar a fralda; biberões, água e leite para preparar biberões e fraldas de pano e babetes.
  • Guardar a água quente num termo para não ter que aguardar que aqueça de todas as vezes.
  • Progressivamente começar a oferecer leite cada vez menos quente para se habituarem a beber o biberão à temperatura ambiente.
  • Ter o saco de muda de fraldas sempre pronto com os essenciais, para quando é necessário sair ser só colocar os biberões e as doses dos leites.

 

Alguém tem mais truques? O lema com gémeos é poupar tempo, aceitam-se sempre dicas!!

 

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Síria

Ontem, abri o Facebook antes de me deitar e no meu feed apareceram as fotos de uma maternidade bombardeada na Síria que tinham sido publicadas num dos muitos grupos de mães do qual faço parte. Jamais esquecerei o que vi. Não consigo ter uma opinião formada sobre a partilha destas imagens tão violentas. Se, por um lado, sou sensível ao argumento de que o choque que provocam é mais eficiente que uma simples notícia e que esse choque convence muitos a agir, por outro é inegável que pouco podemos fazer e que a perturbação que nos causa é escusada. Não sei mesmo o que acho, porque fiquei mesmo transtornada com o que vi e preferia não ter visto, mas sei que foi o motor para, depois de dias a ver notícias horrorosas, tentar fazer algo.

É verdade que não podemos fazer muito. É verdade que muitos de nós mal poupam para os pequenos luxos. Mas, como uma amiga me disse por estes dias num email que apelava à acção, “são para nós pequenos nadas, mas podem ter um impacto maior do que o que pensamos”. Sugiro-vos o que me sugeriu a mim:

1. Fazer um donativo online através da UNICEF. É rápido (podem fazer por cartão de crédito, paypal ou MB), e é mais fácil do que qualquer compra online.

Aqui: http://www.unicef.pt/Crise-Siria_7-anos-conflito/

2. Assinar a petição online da Amnistia Internacional que reclama o fim imediato dos bombardeamentos a Ghuta Oriental. Também é muito simples, é só preciso o n.º do Cartão de Cidadão (que todos sabemos de cor).

Aqui: https://www.amnistia.pt/peticao/fim-imediato-dos-bombardeamentos-a-ghouta-oriental/

E também podem partilhar. A minha amiga fê-lo e chamou a minha atenção. Se eu conseguir chamar a atenção de uma pessoa que seja, já funcionou, e por aí em diante, uma corrente, paying it foward.

Escrevo-vos à beira dos meus dois filhos mais novos. Que não morreram numa maternidade bombardeada. Que não ficaram nos escombros sem vida. Que viram o dia de hoje nascer sem ouvir bombas. Que não perderam membros em explosões que ocorrem por motivos que nem eles nem eu conseguimos compreender. Escrevo-vos para expiar esta minha culpa de privilegiada, esta minha sorte que nem todos têm.

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Fevereiro

Às vezes gostava de falar com a Ana que não tinha tempo para fazer as cadeiras todas na época normal e deixava duas para recurso e dar-lhe um estalo para ver se ela abria a pestana.
Este mês fui ao pediatra com os três no mesmo dia, fui às vacinas dos gémeos, mudei de casa, aceitei um projecto rápido mas que ainda assim deu trabalho, tive uma formação em Lisboa, tudo isto enquanto prestei funções naquele full-time básico de limpar três rabos.
Hoje, para a despedida do mês, fui ao carro buscar as compras que não pude trazer para cima antes porque vinha com o Gonçalo, quando reparei que o detergente se havia aberto no saco e tinha tudo o que era queijo e fruta com Fary porque ah e tal o ambiente, não há sacos de plástico para a malta dividir as coisas do estilo limpeza da casa/comida e mete-se tudo numa promiscuidade pouco dada a vazamentos de detergente. Quando subia, fiquei presa no elevador. Sem telemóvel. Ainda procurei as câmaras, mas, embora às vezes pareça, a minha vida não é uma sitcom.

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Dos dias tristes

Este é o meu tio. Há um ano, ele acordou, levantou-se, fez a vida dele e o azar ia a correr num corredor e esbarrou de frente com o tempo e levou-o para sempre. Este era o meu tio. Assim, a rir, comigo, de mim. Não me lembro exactamente do que ríamos neste momento. Horas depois eu casava com o meu amor, de quem ele sempre gostou e que dizia ser um gajo porreiro. Neste dia, entre os risos, teve tempo de falar a sério, aconselhou-me a ter juízo, não ligar ao que não interessa e confiar nele sempre, “porque no fim de contas és só tu e ele contra o mundo”. Aqui, provavelmente, ele metia-se comigo por parecer crescida de vestido de noiva.

É difícil aceitar que ele não está. Que se carregar em “Titio” no telemóvel para lhe dizer que vou mudar de casa outra vez ele não vai atender e dizer «Outra vez? Foda-se, Ana, tu fazes mais nada?». Ele dizia muitas asneiras, não tinha medo delas, usava-as para rir, como tudo. Também o vi sem rir, claro, a vida não é só cocktails. Mas lembrar-me-ei sempre dele assim, a rir. A fazer(-me) rir. Guardo para sempre a sua maneira de ver a vida. Estamos cá para aproveitar, esta merda não tarda acaba, não és mártir, deixa-te merdas, curte a vida. Marbella? Xiiiii… Marbella! Tens que ir à Nikki Beach. Escreve o que te digo: N-i-k-k-i B-e-a-c-h.

Se existir céu, sei que estás lá à minha espera para mandar vir com a cortina do duche de minha casa em Barcelona.

(sim, eu olho por elas, para sempre)

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Valentine’s (every)day

Às vezes o my valentine irrita-me. Ui, se irrita. Por exemplo, a arrumação do pijama, essa quezília com anos: todos os dias ele tira o pijama e enrola-o em vez de o dobrar. Na verdade, não é bem enrolar… Ele aplica-lhe uma centrifugação filha da mãe digna de um furacão. E coloca-o debaixo da almofada. Eu não vou por trás e dobro bem, deixo estar, nem falo disso, limito-me à ocasional laracha passivo-agressiva “achas que é assim que se dobra a porra do pijama”, mas fico com um tique nervoso na pálpebra direita só de saber que ao lado do meu pijama dobrado está uma bola de roupa.

“Ai, estás tão casada, que tédio. Queixar-te no dia dos namorados…”

Calma, senhores, a parte boa, a parte this is us da coisa, é que o conflito pijama irrita-me tanto quanto me faz feliz. Adoro que ele seja ele e dobre a roupa a correr. Adoro que quando mando a minha boca, ele responda sempre com uma piada estilo “Desculpa lá, sra. da zara, não tenho um doutoramento em arrumar roupa”. Sei lá, adoro as tretinhas da nossa vida. Adoro as bocas da roupa, adoro tentar passar as piores fraldas para ele, adoro quando ele me irrita e depois me faz rir. Adoro a normalidade da coisa, sem desassossegos. Adoro as surpresas, que adoro, mas quero ficar todos os dias pelas rotinas. Não percebo aqueles que têm medo da rotina, que exigem das relações as constantes subidas e descidas dos amores iniciais. Eu quero o dia-a-dia, quero mandar vir com a roupa, planear a próxima viagem, refilar que é ele que tem ir pôr uma chucha e chamá-lo para vir ver como o nosso filho é lindo a dormir, tudo isto no espaço de meia hora.

Meu amor, hoje… é um dia como os outros. Mesmo. Não fiques muito entusiasmado com a declaração de amor, vê se não chegas tarde que temos que dar banho aos gémeos. Vá, por ser dia dos namorados eu não vou mandar vir quando puseres o jogo a dar no telemóvel enquanto damos biberões.

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Depois do fim

Faço listas por tudo. Faço listas para tudo. Mas isto não dá para pôr numa lista, entendes? Não consigo escrever na lista “mentalizar-me que aconteceu” logo ali por baixo de «responder aos e-mails». Às vezes ainda o oiço. Quando a minha avó morreu demorei dois anos a apagar o número dela do telefone. Não sei porquê, mas deixei o numero dela ali, “Vó”. Olhava para ele quando precisava, sem precisar, pois sempre o soube de cor.

Não posso pôr na agenda, não dá para estudar isto. Os dias nascem, a vida continua. Nós até ousamos ser felizes. Sorrimos. Gozamos a vida. Às vezes fazemos de conta que estamos a lidar bem com tudo, falamos dele, agimos em conformidade. Mas há coisas que não entram na rotina. Os clichés encaixam: as saudades matam, penso em si todos os dias, quem me dera que visse isto.

 

 

«Depois do fim

Os meus mortos visitam-me regularmente.

Demorei a dar por eles. Não tenho religião que me valhe ou guie, e acreditava que os mortos morrem no momento em que morrem, espera-os uma nuvem, uma labareda, ou só a terra onde se deitam a dormir para nunca mais.

Demorei a exigir que não podia ser só isto. Sou ao contrário: era mais conformado em jovem.

(…)

O corpo? O corpo chega aos outros sempre antes de nós, é portanto natural que parta antes de nós.

Por isso o meu velho está aqui comigo. Enquanto escrevo, verifica a sua colecção de selos, pega num, com a pinça, espreita com a lupa pequena, cataloga, está tranquilo. Claro que não posso dizer que o vejo claramente. Está numa penumbra e todo ele é linhas difusas.

Eles têm a idade que quiserem.

Nunca digo a ninguém que estão aqui comigo. Mas estão. Acredito. Eu, homem, sem nenhuma outra fé, acredito.

Devo-lhes isso.»

O Pianista de Hotel, Rodrigo Guedes de Carvalho

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Gémeos Maternidade Tudo e Nada

And now we are five

Os gémeos fizeram ontem seis semanas. Também fez uma semana que estamos de regresso a nossa casa.

Nós últimos meses da gravidez fomos viver para casa dos meus pais. Eu estava muito grávida, não podia fazer esforços e precisava de ajuda sempre que o Pedro não conseguia chegar a horas decentes. Os meus pais convidaram e não hesitei. Foram uma ajuda essencial (eles e a minha irmã que vive com eles).

Para nos albergar a todos foram necessários ajustamentos. Nós ocupámos a sala e o Gonçalo ficou no meu antigo quarto. Como a sala é longe do quarto, quando o Gonçalo acordava durante a noite eram os meus pais que o voltavam a adormecer. Não é comum acontecer (ou não era) e assim nós podíamos descansar e tratar dos gémeos (depois deles virem para casa). Foram mais que avós, foram mais que anjos.

A nossa estadia lá foi essencial para a minha recuperação, não tivemos que nos preocupar com refeições, com roupa, compras, nada. Sei bem que podia ficar o tempo que quisesse, embora tenhamos revolucionado aquela casa e sejamos mais cinco, os meus pais albergavam-nos de boa vontade mais tempo.

No entanto, desde que os gémeos fizeram um mês e eu me senti completamente recuperada começámos a falar de querer voltar e agendámos o regresso. Sabíamos que não ia ser fácil, mas precisávamos de vir para a nossa futura realidade para saber com o que tínhamos que lidar. Sou muitas vezes assim perante desafios, quando sei que tenho uma dificuldade pela frente quero enfrentá-la o quanto antes. Era assim na faculdade, mesmo que não me sentisse confiante com o estudo, só que queria que chegasse a data do exame. Quando estive grávida do Gonçalo temia o parto, tinha medo mesmo da dor, do que se iria passar, mas isso só fez com que não visse a hora de ele nascer, preferia ter que lidar com isso logo do que passar dias a imaginar.

Voltar para casa sem o apoio dos meus pais e irmã, sem a comidinha feita, a roupa lavada era mais difícil, mas era inevitável. Ia acontecer, esta é a nossa nova realidade por isso quis enfrentá-la o quanto antes. E como suspeitava, o Gonçalo é quem mais sofre com esta alteração e está a reclamar ser o centro das atenções. Ele, que dormia entre 10 a 11 horas seguidas por noite, sem despertares, tem acordado várias vezes durante a noite e nas últimas noites só aceita dormir se lá ficarmos com ele. Continuo a achar que por mais difícil que esteja a ser, passar por tudo isto o quanto antes é o melhor. Assim posso começar já a combater as dificuldades.

Por ora estamos concentrados em devolver normalidade ao Gonçalo, em habituá-lo às novas rotinas para que ele deixe de acordar durante a noite. Tratar dos gémeos, mesmo durante a noite, já está mais orientado. Temos uma máquina bem oleada de preparação de biberões e rotina e estação de mudança de fraldas. Ainda assim é sempre muito tempo que perdemos e que não dormimos. A privação de sono é dura e não deixa reféns, mata logo. Devo ter perdido 100 neurónios na última semana.

Mas estamos todos bem. O Gonçalo continua com a sua paixão por limpezas domésticas — que espero que evoluam para limpeza a sério, dava-me muito jeito — os gémeos continuam a crescer, e nós no limbo entre rifá-los e achar que não existem bebés mais bonitos no mundo.

It’s a wild world indeed.

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Tudo e Nada

2017

Dia 31 de Dezembro é sempre o dia de balanços, resoluções e revistas do ano.
Eu gosto do final do ano, gosto de aproveitar para lembrar o que se passou, para prometer coisas novas, para me desafiar. Todos os anos, neste dia, leio as resoluções que escrevi no ano anterior, as promessas que fiz para o novo ano, reflito sobre as falhas e os sucessos e inspiro-me para as próximas.
Também vibro com as revistas do ano que a comunicação social faz. Gosto de relembrar as notícias importantes do ano, as fotos memoráveis, os momentos marcantes.
No entanto, nunca delirei com a festa da passagem de ano, e desde que a minha avó morreu no dia 30 de Dezembro perdi o entusiasmo com as festividades. Além disso, é sempre uma noite em que todo o lado está cheio de gente, há filas infindáveis para tudo, tudo é muito mais caro e geralmente ou chove ou está muito muito frio. Qualquer noite de verão, com um jantar na esplanada e com boa música é muito mais gira que a noite de fim de ano. Por isso, quando o ano passado fomos «obrigados» a passar o fim de ano sozinhos em casa com o Gonçalo, não nos custou nada.
Hoje, repetimos a proeza, mas somos cinco.
O balanço do ano não é fácil de fazer. Nunca tive um ano como 2017. Os gémeos vieram para que pudessemos ter alegria na balança, a contrabalançar a tristeza da perda. Não gosto de me queixar, enquanto os meus filhos tiverem saúde, sinto-me capaz de aguentar tudo, no entanto passámos muito este ano. Mas nem tudo é mau, também tive muitos momentos felizes este ano. E as tragédias ensinaram-me algo que achava que sabia, mas que verdadeiramente não praticava: a aproveitar o presente, desvalorizar os problemas e aceitar o desconhecido do futuro.
Estou ansiosa pelo próximo ano. Espero que só traga coisas boas. Espero vê-los crescer e conseguir aproveitar a vida. Espero ter a força que o multitasking do próximo ano me exige. Espero divertir-me — também é para isso que aqui andamos!
Venha 2018!
Feliz ano a todos.

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Séries Tudo e Nada

This is us

Ontem foi noite de This is Us. Já perdi a conta às vezes que me disseram que devia ver This is Us porque é sobre trigémeos que não são bem trigémeos, como os meus vão ser — até na maternidade!

Já via This is Us, apaixonei-me pelo melodrama americano assim que estreou na Fox Life. Acho que o primeiro episódio está magistralmente construído e agarra-nos ainda que nunca mais consiga ter a qualidade da estreia. Penso que a segunda temporada está mais fraca, mas continuo a gostar muito, continuo a acompanhar e a emocionar-me em praticamente todos os episódios. Sobretudo, continuo levemente apaixonada pelo Jack.

Das coisas de que mais gosto na série é que não é tudo perfeito. A relação dos protagonistas não é sempre boa, tem os seus problemas, mas resolvem-nos mais como na vida real e menos como é habitual na ficção. Gosto das fragilidades do Jack quase tanto como das suas características de Mr. Right, acho que o tornam realista.

A própria relação dos irmãos entre si ou de cada um deles com cada progenitor tem problemas graves, divergências profundas, mas no fundo são sempre família e estão lá para o que interessa.

Não são perfeitos, como na vida real. No mundo fora da televisão, não há famílias perfeitas, não há famílias sem discussões. Não há relações entre pais e filhos imaculadas, mesmo as que são muito boas têm momentos de desespero.

Eu sei que não terei a relação perfeita com os meus filhos. No entanto, esforçar-me-ei para que, mesmo no meio de discussões, mesmo em tempos de crise, e mesmo quando os nossos feitios chocarem, eles saibam sempre que o meu amor por eles não tem fim.

Em relação a aconselharem-me a ver… ora, acompanhar a história de uma mulher, mãe de três filhos, que, relativamente cedo, fica viúva… é para ficar ainda mais em pânico?  🙂

Quem não vê (ainda há alguém?), veja!

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Tudo e Nada

Quem sou eu e o que é isto

Olá, eu sou a Ana e isto é o meu blog.

Tenho 29 anos e vivo em Coimbra, cidade onde nasci e cresci.

Há 10 anos, em 2007, conheci o meu marido numa noite de Queima das Fitas. Dias depois ele mandou-me uma mensagem, combinámos jantar e nunca mais nos largámos.

Estudei Direito, fui advogada durante 4 anos, e, em 2014, decidimos mudar de vida. Deixámos o Porto, cidade onde vivíamos, regressámos a Coimbra, cidade onde nascemos. Deixei a advocacia a tempo inteiro para estudar Tradução e começar a ser tradutora freelancer.

Nunca imaginei ser mãe antes dos 30. Em 2016, com 28 anos, fui mãe do Gonçalo. Passados 9 meses descobri que estava grávida de gémeos. E foi assim que – eu que nunca me imaginei sequer mãe antes dos trinta – percebi que ia ter três filhos antes de fazer trinta anos.

Sempre gostei de escrever, agora não me faltam e faltarão peripécias, por isso aqui estamos.

«Então e o tema do blog vai ser a maternidade real? »

O que é isto da maternidade real, este conceito tão new age?

Eu vivo os dois lados: o desesperante e o maravilhoso; o cheio de corações e o cheio de asneiras; o das fotos lindas e dos cenários de guerra. É difícil gostar de tudo, mas também é difícil queixar-me de tudo,  tenho tanta sorte. E se já o é com 1 filho, com 3 filhos com menos de 2 anos melhor e pior será.

Olá, eu sou Ana e isto…. vamos ver o que vai ser! Sejam bem-vindos.

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