Love is all you need Tudo e Nada

Depois dos três, os trinta

Eis que chegaram os trinta. De mansinho, com anúncios suaves nas cruzes, chegaram para ficar. Gosto de números redondos, ligo a estas datas porque gosto sempre de parar e pensar como foi o ano e o que quero para o seguinte. Ficaram algumas coisas por fazer (tinha prometido entregar a dissertação do Mestrado em Tradução até aos 30, mas com tanta criança foi impossível) e fiz mais do que alguma vez imaginei. Apesar de gostar de traçar objectivos, sei que são flexíveis, moldáveis, que a vida tem vida própria e não me preocupo quando a minha vida não tem nada que ver com o que eu achava que ia ser há dez anos.

 

Gosto de fazer anos e de comemorar por isso fiz questão de comemorar. Na verdade, ansiava por uma saída à noite com jantar à maneira com amigos porque além de não ser frequente nos dias de hoje, nos últimos três anos as comemorações foram sempre moderadas: no meu aniversário há três anos estava grávida (de um bebé que acabei por perder), há dois anos estava grávida do Gonçalo, e há um ano grávida dos gémeos (embora ainda não soubesse que eram dois).

 

No dia do aniversário, estive em família e depois fui passar a noite à Quinta das Lágrimas, a gozar uma prenda fabulosa que me ofereceram.

 

Recebi imensas coisas que amei, família e amigos mimaram-me até mais não.

 

A minha irmã começou o dia por fazer uma surpresa maravilhosa: preparou o pequeno-almoço. Acordei e era este o cenário cá em casa:

O Gonçalo delirou. Ovos mexidos de manhã? Uepa!

 

 

No sábado fomos jantar ao Sapientia Boutique Hotel e depois fomos à famosa festa Revenge of the 90’s. Foi uma noite gira, gostei mesmo muito.

O bolo? Como sempre a minha irmã superou-se e fez esta obra de arte que além de bonito estava delicioso:

 

Obrigada a todos que tornaram o meu aniversário tão bom e que durantes estes trinta anos estiveram sempre ao meu lado. Tenho muitos planos para os próximos trinta.

Para responder às várias pessoas que brincando me perguntaram se planeava ter quatro antes dos quarenta: não. Filhos ficamos por aqui. Mas tenho muito que fazer e o desafio enorme de os ver e fazer crescer.

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Love is all you need Tudo e Nada

01.06

Hoje fazemos 5 anos de casados e 11 de namoro. A semana passada falámos em divórcio. Já viste, tínhamos guarda partilhada, tu uma semana, eu outra! Sim, passávamos uma semana de cão com eles sozinhos, mas depois a outra… Ver séries à noite, filmes, ir ao cinema… Mas depois as nossas séries, tinha que ver sem ti? E jantar, pedia pizza para um? Falámos de divórcio mas esquecemo-nos que tínhamos que estar separados. Separados não, sempre juntos.

Passar da sintonia de 2 a pais de 3 em 2 anos, não é fácil. Precisamos de férias. Deles, não um do outro. Não imaginava fazer isto tudo sozinha, nem com outra pessoa. Nós, sempre juntos. Não sou a miúda com quem começou a namorar, nem a mulher com quem casou. Às vezes sou só cansaço, sou só sono. E refilo, e respondo mal, e queixo-me, mas estamos sempre juntos, ele sempre ao meu lado, nunca contra mim.

Desde que fomos passar o fim-de-semana fora que não dormimos uma noite inteira juntos. Umas horas com os gémeos, um vai ao Gonçalo, o outro aos gémeos, e ora troca, e agora tu, agora deixa vou lá eu, e passam-se dias e semanas em que falamos de uma divisão para a outra e comentamos coisas com trinta interrupções. Mas ele abraça-me quando nos encontramos na cama e faz-me ter ataques de riso quando preparamos os biberões do gémeos à noite. Costumam elogiar-me o sentido de humor para lidar com este caos, mas não sabem que isso é uma cena nossa. Antes de ser um blogue, é uma conversa de whatsapp em que mandamos vir com a vida e nos rimos das nossas tretas ou simplesmente provocamos uma oportunidade de pôr aquele GIF. Não há dia nenhum desde que estamos juntos em que não me tenha feito rir, mesmo os em que me fez chorar, quase sempre me fez rir, até as nossas discussões têm piadas. Há piadas só nossas porque só nós as percebemos e outras que são só nossas porque se forem do mundo temos a CPCJ amanhã de manhã à porta.

Há 11 anos, quando o conheci na queima das fitas, levava o grão na asa e arrastei-a para ele, mas não fazia ideia de que ele seria o pai dos meus três filhos. Tão-pouco agora sei se daqui a outros 11 estaremos juntos. Ninguém sabe. Mas suspeito que sim. Sempre juntos.

O ano passado fizemos 10 anos de namoro. Fiz-lhe uma surpresa que envolveu andar pela cidade a apanhar cartas que lhe escrevi e deixei em locais que nos faziam sentido. Ele disse-me que achava que última ia terminar com «e agora vamos ser quatro». Eu ri-me e disse-lhe que no dia seguinte compraríamos um teste de gravidez para ele parar de dizer que eu estava grávida. Tinha-lhe escrito «ainda agora começámos», mas não fazia ideia de que sim estava grávida e que o teste que comprámos foi das poucas vezes que não tinha razão. Não sabia que íamos ser mais, nem sabia que nunca chegaríamos a ser quatro, que 5 era afinal o nosso número. Hoje fazemos 5 anos de casados. Venham mais 5, a 5, mas sempre a dois, juntos. Ainda agora começámos.

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Eu, Coimbrinha, me confesso

Brunchando por Coimbra

Cá em casa somos fãs de Brunch. Quando vivíamos no Porto adorávamos brunchar ao domingo, bem tarde! Agora somos pais de família e vamos ao brunch logo no início. Tem vantagens: ainda há de tudo, não há mesas ratadas, e como não estamos de ressaca comemos tudo com outro gosto! ahahah

Quando voltámos para Coimbra apaixonámo-nos pelo brunch maravilhoso da Cafetaria do Museu da Ciência. Fomos lá muitas vezes. Infelizmente há uns meses a Cafetaria fechou e deixa muitas saudades…

Há umas semanas a minha irmã falou-me do brunch no Hotel Vila Galé e acabámos com o nosso luto e fomos lá espreitar.

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Coisas que irritam Tudo e Nada

Prioridades

Acho que mudei um pouco aquilo que achava sobre prioridades. Antes de engravidar achava que o mundo era um pouco mais sensível do que é — talvez porque eu e aqueles que me são próximos são — e era da opinião que o tema prioridades era uma questão de bom senso. Depois de engravidar apercebi-me que o bom senso que eu imaginava que existia, escasseia. Durante muito tempo não pedi para ter prioridade, não me sentia bem e na verdade, não necessitei. Da gravidez do Gonçalo devo ter utilizado a prioridade enquanto grávida umas duas vezes na farmácia e mesmo no final da gestação. Depois de o Gonçalo nascer também usei a prioridade umas quantas vezes quando tive que estar na fila com ele na segurança social, nos correios, etc… Ainda tive algumas chatices, funcionários antipáticos e sem vontade de reconhecer a prioridade e pessoas que não gostavam que eu tivesse prioridade que me chegaram a dizer «eu também tenho um filho, está na escola e tenho que o ir buscar!». Não discuti, não me irritei e confesso que até senti vergonha de pedir. Não sei bem porquê, de facto uma grávida não deve esperar o mesmo que os outros, por melhor que seja a gravidez, não é confortável. E um bebé até dois anos é impossível de aturar numa fila, eu não levo os meus porque dá jeito, levo-os porque tem mesmo que ser, por isso também percebo que se facilite a vida às pessoas. Já sei que há quem se tente aproveitar, mas duvido que alguém deixe de levar os miúdos para a escola para ir para a fila da loja do cidadão. É cortesia. Ou devia ser. Na verdade teve que passar a ser lei para se efectivar.

Na gravidez dos gémeos a coisa ficou diferente. Desde cedo que fiquei com uma grande barriga, desde cedo que me custava estar em pé e no último mês custava-me tudo. Nessa altura pensei: a prioridade existe, é um direito que me assiste, não vou tentar explicá-lo ou justificá-lo a quem não quer compreender. Vou usar do meu direito com educação.

 

Finanças. 15h30 da tarde. Eu grávida de gémeos de 32 semanas. Retiro a senha B32 e verifico que vai na B28. Não existem senhas prioritárias. Um cartaz informa que aqueles que têm direito à senha prioritária devem retirar a sua senha normalmente e dirigir-se ao balcão que está a atender essas senhas e solicitar o atendimento com prioridade. Foi o que fiz. A funcionária, com poucos modos, disse-me para aguardar na zona de espera (zona onde não existiam lugares sentados livres e onde ninguém se levantou para me dar o lugar, por sinal) que já me chamava.

Passado pouco tempo anunciou para a zona de espera:

«A senhora que solicitou prioridade, quem é?»

Eu identifiquei-me e avancei. Nisto, uma senhora passou-me à frente, indicou que também tinha prioridade e não sabia que era necessário pedir. A funcionária barafustou algo, eu disse que se existia alguém com prioridade à minha frente, claro que essa pessoa devia ser atendida, e cedi a passagem, indo-me sentar no lugar da senhora que se levantara. A senhora dirigiu-se ao balcão, mostrou um atestado e a funcionária, de forma muito mal-educada e bastante alto, informou-a «que isto não é assim», «atestado multiusos muitos têm», «isso não dá direito a prioridade».

E aos berros, perguntou-me:

«E a senhora, tem prioridade porquê?».

Incrédula, ri-me.

«Olhe, agradeço que pergunte, mas acho que se vê bem: estou grávida…».

«Ai e gravidez é prioridade? Não pode esperar sentada?»

Não sei como é que mantive calma. Senti-me meio humilhada. A funcionária tentou diminuir-me à frente de todos para não me dar prioridade, como que a dizer-me que eu não podia esperar porque era parva.

«Não, não posso». Aproximei-me dela, para não lhe gritar, com o respeito que não teve para comigo, e expliquei que tinha a certeza que tinha direito a ter prioridade por estar grávida e que não era eu que achava, era a lei. Das duas uma: ou me concedia prioridade, ou teria que escrever no livro de reclamações. Não vacilei. Embora tivesse ficado nervosa, fiquei irritada pela maneira como me tratou e deixei claro que sabia que tinha prioridade e não ia desistir.

A funcionária chamou a Directora de Serviço, que, antes de tudo, lhe pediu para ela falar baixo, demonstrado desde logo ter mais educação. Depois explicou-me o que eu tinha que fazer para ter direito a ter prioridade, como se EU estivesse a errar. Eu expliquei-lhe que foi assim que procedi, a funcionária é que entendia que eu não tinha direito a ter prioridade. Então a Directora indicou-lhe que eu estava «notoriamente grávida» e que tinha que ser atendida.

Dirigi-me para a cadeira do balcão da grandessíssima vaca que me atendeu munida da minha viola invisível para ela pôr no saco e não tirei um sorrisinho sarcástico da cara o tempo todo.

 

Mas depois de sair pus-me a pensar e achei toda a cena tão escusada. Tão triste. Não nego que o facto de ter aparecido uma senhora que, de facto, não tinha direito a prioridade possa ter baralhado a funcionária, mas a senhora não foi mal-educada, só tinha que ser informada. A funcionária é que foi mal-educada com a senhora e comigo, tentando ridicularizar o exercício de um direito que me assiste. Talvez se eu não conhecesse a lei tão bem, e se não tivesse algum à vontade com leis porque as estudei, me deixasse intimidar e me sujeitasse a esperar numa sala de espera que se tinha tornado hostil. Ninguém gosta de esperar. Nem todos têm o bom senso de perceber que algumas pessoas têm direito a ser atendidas antes e ficam rancorosas. Se a hostilização surgir das pessoas que trabalham nos sítios pior é!

 

Já me cederam a vez várias vezes e quando posso esperar, quando os bebés estão a dormir ou quando estava grávida e não estava especialmente cansada, explicava que podia esperar e deixava-me estar na fila. Também me aconteceu pedir para ser atendida antes e a senhora que estava à minha frente dizer-me «desculpe, eu sei que tem prioridade, mas eu só quero uma coisa rápida e tenho o carro mal estacionado, importa-se?» e eu disse que não, esperei mais 1 minuto se tanto e a senhora foi atendida e saiu a voar. Com educação, toda a gente se entende. Eu pelo menos tento que assim seja. Mesmo quando tiro senha prioritária e passo à frente sem ter que pedir, tento ser rápida e agradeço às pessoas que me cedem a passagem. As Finanças não são um sítio onde se espere pouco tempo, eu estava exausta, tinha andando a tratar do Gonçalo de manhã e começava a sentir algumas contracções naquela altura e tinha pedido boleia à minha mãe porque já não me sentia confortável a conduzir, por isso não queria esperar, e tinha que ser eu a tratar daquele assunto. Podia esperar? Claro que podia. Não há dúvidas sobre isso. Podia esperar, não estava em trabalho de parto, nem tinha instruções para estar de repouso absoluto. Eles acabaram por nascer prematuros e só eu sei como me culpo por não ter abrandado mais um pouco no final, mas sim, naquele dia podia ter esperado. É delicado? É cortês? É digno de uma sociedade civilizada? Não acho.

 

Dias depois da cena das Finanças fui à Primark comprar coisas para a mala de maternidade. A fila estava a andar bastante rápido e tinha pouco mais que três pessoas porque fui a uma hora mais calma. Meti-me na fila normal e nem esperei. A funcionária atendeu-me e enquanto passava as coisas na caixa registadora disse-me «A senhora tem prioridade, não tem que esperar na fila. Para a próxima dirija-se à caixa n.º 1 que é imediatamente atendida».

 

Lembrei-me logo da outra cena. Folgo em saber que uma entidade privada trata a lei e os cidadãos com mais respeito que um organismo público.

 

Tenho este texto escrito há imenso tempo e vim agora editá-lo e publicá-lo porque tenho visto imensas pessoas com dúvidas sobre a lei em grupos de mães e lembrei-me.

Aproveito para deixar estas notas sobre a lei sobre o atendimento prioritário (Decreto-Lei n.º 58/2016, de 29 de Agosto):

  • Todas as entidades públicas e privadas devem prestar atendimento prioritário a determinadas pessoas.
  • Essas pessoas são:
    • Pessoas com deficiência ou incapacidade;
    • Pessoas idosas (com idade igual ou superior a 65 anos e que apresente evidente alteração ou limitação das funções físicas ou mentais);
    • Grávidas; e
    • Pessoas acompanhadas de crianças de colo (aquela que se faça acompanhar de criança até aos dois anos de idade).

A pessoa com direito a atendimento prioritário que o veja negado deve chamar a polícia.

Sobre a prioridade a crianças de colo, notem que a lei não diz crianças «ao colo», diz «de colo». É um conceito que se preenche com a idade da criança e não com a forma como a trazemos. Não há necessidade de pegar na criança só porque se fala em colo, por favor! Se disserem isso, estão errados. E não tem que ser a mãe.

Se quiserem saber mais procurem aqui e aqui.

Conheçam os vossos direitos, e vamos todos tentar que a lei seja cada vez menos necessária e tudo funcione com naturalidade. Para isso é preciso não esquecer que a lei concede um direito geral, indiscriminado, porque não há como adaptar a situações em específico. A ideia é proteger aqueles que precisam de protecção. Como sempre é susceptível de abusos. Nunca vi, mas oiço falar de pessoas que vão com os filhos só para passarem à frente, que são mal educadas e agem como se fosse tudo delas. É verdade que a lei concede o direito de atendimento prioritário, mas não é menos verdade que as pessoas à frente de quem se passa também têm direito a ser atendidas e estão a ceder a passagem porque se encontram em melhores condições de esperar. Isto significa duas coisas: que não as devemos maltratar para exercer o nosso direito e que o devemos exercer sempre que sintamos que efectivamente não estamos nas mesmas condições para esperar.

Be kind and amazing things will happen.

 

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Maternidade

Dia da Mãe

Hoje foi um bom domingo. O Porto acordou campeão!

Também comemorámos o dia da mãe, em família.

 

Este foi o meu segundo dia da mãe. Há um ano, comemorava o primeiro, mãe do Gonçalo e crente que nunca viria a amar alguém como a ele. Já estava grávida dos gémeos, mas não sabia. Como também não sabia que sim, era possível amar alguém como se ama o primeiro filho. Hoje tenho três, e eles fazem de mim a melhor mãe do mundo. Não se afrontem com a falta de modéstia, duvido disto todos os dias. Mas pensei: faço o que posso, dou-lhes tudo o que sei e tento aprender a ser melhor todos os dias, porque raio é que não me hei de sentir o melhor que eles podem ter? Cansei da culpa, cansei do drama, cansei! Ser mãe é fixe. Às vezes apetece-me pegar no meu livro e ir à minha vida, mas nunca fui, por isso acho que estamos orientados.

Gonçalo, Leonor e Duarte, a minha prole, os meus amores, a minha vida. Não são tudo, sou muito mais que mãe, mas são a minha melhor parte, a minha obra-prima.

Aqui com a minha mãe, a minha heroína. Muito do que sou, sou da minha mãe (também sou muito pai e tenho também muito das outras pessoas da minha vida). Da minha mãe, entre muitas coisas, herdei os ares, o gosto pelo cinema, pelas línguas e pela tradução. Herdei ou aprendi, que talvez os ares seja a única coisa que herdamos, o resto assimilamos. Gosto da forma desprendida como ela nos educou e, hoje, mãe, reconheço-a em muitas coisas que digo e faço e não consigo evitar rir-me. Adoro a forma como deixa que gozemos com ela, foi com ela que aprendi a brincar comigo antes de brincar com os outros, e isso não tem preço (e dá-nos uma casca grossa difícil de quebrar). A minha mãe é a minha mãe e por isso é a melhor. Lamento muito que a minha mãe não tenha podido ter a mãe a vê-la tornar-se mãe, porque eu adoro ter a minha como assistente neste filme.

Apresento-vos a minha mãe:

Prendas?

No dia do Pai propus ao Pedro instituirmos uma tradição de dia do Pai e dia da Mãe: trocarmos livros (para lermos com eles) e fazermos uma doação a uma instituição que ajudasse crianças, mães e pais que não têm a nossa sorte. É uma tentativa de diminuir o consumismo (de que padecemos muito e para o qual já temos as outras datas, como os nossos aniversários), de incutirmos o prazer de comprar e receber livros e sobretudo de reenquadrarmos os nossos dramas lembrando-nos dos menos afortunados. Ah e claro, também é uma forma de simplificar a nossa vida e não perder tempo a pensar em prendas! 🙂

Recebi este livro delicioso que comprámos na Livraria Faz de Conto

e o Pedro contribuiu em meu nome para a Agência da ONU para os Refugiados (mais especificamente para a crise dos refugiados Rohingya – sabiam que o Bangladesh tem um dos maiores campos de refugiados do mundo e que desde Agosto de 2017 acolheu mais de 671 000 pessoas das quais quase 390 000 são crianças?)

Um brinde a todas as mães e força para todas aquelas para quem a luta para dar o melhor aos filhos é dura!

 

 

 

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Séries

Eu até tenho tempo livre e vejo séries

Adoro séries, há anos que vejo um monte delas. Uma das coisas que vou tentando é ver uns episódios enquanto trato deles… Estou meio distraída, vou fazendo coisas, mas dá.

À noite, depois de pormos todos na cama, tentamos ver um episódio de algo. Antigamente com a noite era só para nós e não a tínhamos que dividir com putos, víamos vários episódios, hoje as noites só dão para um episódio, mas aproveitamos bem esse momento. E somos muito muito cumpridores nas séries que vemos em casal: não podemos trair, só podemos ver juntos. A única vez que me lembro de trair foi na maternidade quando fiquei internada horas antes dos gémeos nascerem a achar que eles só nasceriam daí a dias, em que pedi ao Pedro para me deixar ver um episódio de The Punisher e, bom, vi 20 minutos  e depois entrei em trabalho de parto…

La casa de papel

Vimos nós e o mundo inteiro.

Acho que é uma das sensações de 2018. A série é espanhola e retrata um assalto inteligente e audacioso à Fábrica de Moeda e Timbre de Espanha.

Ficámos com o último episódio pendente enquanto a Leonor esteve internada. Quando voltámos para casa estávamos de rastos mas fizemos o esforço para o ver para terminar a série. Confesso que fiquei um pouco desiludida com o final, gostava de ter sabido mais coisas. No dia seguinte, foi anunciada a 3.ª temporada. Se por um lado gostei porque assim pode ser que respondam ao que quero, por outro acho que é esticar demais e tornar um pouco telenovela (que na verdade já foi um pouco). Ainda assim, aconselho a quem não viu porque é muito gira.

Adorei a señorita Nairobi 💓

 

The good fight

The Good Fight é o spin off da The Good Wife (que vi religiosamente e adorei). The Good Fight herdou algumas personagens da série mãe e focou-se mais nas histórias de cada episódio do que na história geral da série. A segunda temporada está ainda mais interessante que a primeira. Acompanha a vida de uma sociedade de advogados de Chicago e tem sempre histórias muito actuais e inteligentes. Esta temporada está muito focada numa crítica ao Trump, com muito humor e muita perspicácia. Estou fã.

 

The letdown (maternidade e desapontamento)

A minha Netflix sugeriu-me isto há uma semana e já voaram todos. A premissa é básica: acompanhar a vida de Audrey, uma recém-mamã que lida com todas as frustrações e desesperos típicos do pós-parto.  Às vezes é demasiado realista para quem está de licença de maternidade…. Há cenas que se passaram cá em casa de forma praticamente igual. É divertida e sabe bem ver uma séria sem filtros hollywoodescos.

De resto, adoro especiais de comédia (na Netflix está O meu próximo Convidado Dispensa Apresentações do Letterman, por exemplo, mas também há outros bons) e Late Shows norte-americanos (Seth Meyers, John Oliver e Stephen Coldbert) que ponho a dar no YouTube sempre que tenho um tempinho livre ou estou ocupada nas lides domésticas.

Agora vou começar a ver The Handmaid’s Tale da qual já me falaram muito bem e a 2.ª temporada de 13 Reasons Why que estreia 18 de Maio na Netflix. O que me aconselham mais?

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Maternidade Tudo e Nada

Loucas são as noites que passo sem dormir*

Sabem aquelas pessoas que dizem que só precisam de dormir 4 horas e conseguem trabalhar? Ou que dizem que podem andar dias a fio sem dormir bem e recuperar tudo no fim-de-semana? Ou que não gostam de dormir muito? Ou que acham que as manhãs são para se começar cedo e com trabalho? Eu NÃO sou assim. De todo. Eu gosto de dormir. Eu gosto de dormir muito. Pior, eu preciso de dormir muito. Tiram-me horas de sono e eu só faço porcaria. Fico com uma memória terrível. Fico sem vocabulário, pareço o Trump a falar. Fico triste, deprimida. Nada para mim é tão exigente na maternidade como ter que funcionar (e às vezes agir rápido) com sono. Eu preciso de para cima de 10 despertadores para tirar o rabo da cama. Eu não sou pessoa de ouvir um choro e ter logo forças para me levantar e ir lá socorrer/acalmar/colocar chucha/alimentar. Não sou. Mas não tenho hipótese.

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Eu, Coimbrinha, me confesso

Passeio de fim-de-semana

O fim-de-semana anunciado de chuva deu-nos tréguas para passearmos.

 

De manhã fomos estrear o patim que comprámos para aplicar no carrinho dos gémeos e poder transportar o Gonçalo também no carrinho. 

Decidimos ir à Livraria Faz Conto que fica no Exploratório. Já tinha ouvido falar da Faz Conto desde que abriu e tinha muita curiosidade em visitá-la. Uma das minhas melhores amigas ofereceu há uns tempos um livro absolutamente delicioso de lá, o Mamã:

 

O Gonçalo fez questão de mandar uma mordidela no livro porque pessoas com crianças não podem ter nada de que gostem em bom estado…

 

Tem sido a nossa companhia todas as noites e quisemos comprar um novo que fosse igualmente bonito.

 

O espaço está muito giro, é muito amoroso e os livros são uma perdição.

 

Vamos tentar voltar numa das actividades. A Faz Conto tem sempre coisas giras a acontecer para os miúdos, ora vejam o programa de Abril:

Encontrámo-nos lá com uns amigos e ainda deu para o Gonçalo andar a brincar com a L. que está cada vez mais gata.

 

No exploratório estava uma incubadora com pintainhos a nascer e os miúdos adoraram (e os adultos também, embora haja quem tenha ficado a pensar em não comer mais ovos…).

 

Depois fomos almoçar à Praxis. Eu não sou daquelas Coimbrinhas que renega a cidade, acho que temos imensa coisa gira e de qualidade. Acho que há muitos restaurantes bons e giros, mas devo confessar que restaurantes verdadeiramente baby friendly não há muitos. E very baby friendly para mim só há este. Na nossa condição actual, para comermos fora os cinco precisamos de espaço, não há como dar a volta. O carro dos gémeos é grande e temos que os levar no carro e sentir que não estamos a incomodar toda a gente à volta cada vez que abrimos os braços. Sempre que fomos à Praxis sentimo-nos bem-vindos, o que não acontece em todo o lado. Há sítios que quando nos vêem chegar com o carrinho não colaboram e deixam bem claro que o que vamos gastar não lhes chega o transtorno de ter de ter carrinhos no restaurante. Além disso, na Praxis há sempre sopa e fruta, e nunca falta cadeira para o Gonçalo.

 

Acresce que a cerveja é muito boa, e quando a cerveja é boa o Clã Amorim Morais volta.

 

Foi um Domingo bom.

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Eu faço assim Organização

O quarto do Gonçalo

Eu gosto de decoração. Sigo com atenção muitas tendências no Pinterest, gosto de deitar um olho a páginas giras no Insta e gosto de comprar coisas giras. Mas não tenho jeito nenhum, sou um falhanço na execução, parece que em minha casa nada fica giro. Farto-me de tudo num instante e juro que não entendo como é que tantas bloggers por aí têm casas tão giras com coisas tão simples e só cá em casa é que parece tudo parolo.

Antes de o Gonçalo nascer, preparei o quarto dele com o tempo e afinco de mãe de primeira viagem, mas com a falta de orçamento de freelancer em começo de vida. Comprámos um berço, um tapete e um muda fraldas no Ikea (não é muda fraldas, é uma secretaria alta que serve como muda fraldas). Reaproveitei um sofá de família, um abajur antigo que também tinha herdado, estantes do meu quarto em casa dos meus pais e as molduras em que tinha as indicações das mesas no nosso casamento em que coloquei imagens giras tiradas no Pinterest. Comprei tecido e cravei a minha irmã para fazer um cortinado e também a pus a pintar a parede com tinta que tinha sobrado da pintura da parede da sala da anterior casa.

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